Drible de Samakuva?

As eleições autárquicas do próximo ano prometem acender discussões intensas, não só entre cidadãos votantes, que pela primeira vez escolherão quem dirigirá as suas localidades, mas, sobretudo, no interior dos partidos, que indicarão os seus candidatos a autarcas.

Para começar, todos os partidos têm dito que escolherão pessoas íntegras e comprometidas com moralidade, o que por si só é já um desfio gigantesco na nossa sociedade. isto pode levar muitos políticos “famosos” a ficar nas boxes e também a que os partidos tenham de fazer um esforço suplementar para promover desconhecidos.

Mas o meu assunto é outro, relaciona-se com a notícia de que a UNITA abre em Setembro as candidaturas internas de candidatos a autarcas, além de ter já uma lista indigitada. isto é mau? Claro que não, é perfeito, até. Mas tem uma maka aí. vejamos, a UNITA tem um congresso electivo marcado para Novembro, o seu líder, Isaías Samakuva, não diz se cumprirá a promessa de deixar a presidência ou não, mas já está a escolher candidatos a autarcas. ou seja, está a colocar os da sua confiança, está a condicionar a máquina, as bases.

Esta tarefa deveria ser feita pelo líder que sair do congresso de Novembro. Talvez Samakuva esteja a indicar que não sairá. Se assim for, a UNITA estará a macular a sua página de democraticidade interna e a ser apenas mais um partido à moda africana.

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