EUA transformam região do Golfo em “caixa de fósforos”

O ministro das Relações Exteriores do Irão, Mohammad Javad Zarif, acusou os EUA nesta Segunda-feira, de transformar a região do Golfo Pérsico numa “caixa de fósforos prestes a se acenderem”, de acordo com a televisão Al Jazeera

O tráfego de navios petroleiros através do Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz tornou-se o foco de um impasse entre EUA e Irão desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou o país de um acordo nuclear internacional com Teerão e readoptou sanções para estrangular as exportações de petróleo iranianas.

Depois de explosões que danificaram seis petroleiros em Maio e Junho, e da apreensão iraniana de um navio-tanque com bandeira britânica, em Julho, os EUA criaram uma missão de segurança marítima no Golfo Pérsico, integrada pelo Reino Unido, para protegerem embarcações mercantis.

Em trechos de uma entrevista citada pela Al Jazeera, sedeada no Qatar, Zarif disse que o estreito “é apertado, ele se tornará menos seguro à medida que embarcações (de Marinhas) estrangeiras aumentarem a sua presença ali”. “A região tornou-se uma caixa de fósforos prestes a se incendiar, porque a América e os seus aliados estão a inundá-la de armas”, afirmou. Zarif, que chegou no Domingo a Doha, encontrou-se nesta Segunda- feira com o emir qatari, Tamim bin Hamad Al-Thani, para conversar sobre a transmissão desta mensagem, noticiou a mídia estatal do Irão.

O Qatar, que abriga uma das maiores bases militares norteamericanas no Oriente Médio, está a tentar não ser envolvido no conflito crescente entre EUA e Irão. No mês passado, a Guarda Revolucionária do Irão confiscou o petroleiro britânico Stena Impero perto do estreito devido a supostas violações marítimas, duas semanas depois de o Reino Unido apreender um petroleiro iraniano perto de Gibraltar, acusando o país de violar sanções impostas à Síria.

A disputa sobre os petroleiros envolveu o Reino Unido no atrito diplomático entre as maiores potências da União Europeia, que querem salvar o acordo nuclear com o Irão, e os EUA, que buscam uma directriz mais rígida com o regime.

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