Angola recorre a consultoria do BM na privatização das empresas

O executivo contratou o Banco Mundial (BM) como consultor estratégico para o processo de privatização de 195 empresas, no qual, 32 estão classificadas como empresas de referência nacional

A informação foi avançada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior. Segundo o ministro de Estado, Manuel Nunes Júnior, que falava ontem, na conferência de privatizações apresentada ontem à imprensa, a contratação do Banco Mundial surge dada a complexidade de todo este processo e o facto de se tratar de uma instituição com uma grande experiência internacional no domínio das privatizações. O ministro referiu que a alienação dos activos do Estado, no âmbito do programa, vai obedecer a diferentes modalidades e procedimentos, pelo facto de o programa fazer parte de um processo mais amplo de restruturação do sector empresarial público.

Com isso, de acordo com o governante, o Estado pretende promover a iniciativa privada e também garantir que ali onde o Estado estiver presente seja eficiente e acrescente valor ao processo de criação de riqueza no país. Manuel Nunes explicou que o processo de privatizações envolve empresas públicas e outras de domínio público, domiciliadas no país ou no estrangeiro, em que o Estado detém, directa ou indirectamente uma participação no seu capital social. “ Com este processo de privatização, um conjunto de activos do Estado que se encontram paralisados ou a funcionar abaixo da sua capacidade, poderão, com uma gestão de melhor qualidade, melhorar a sua eficiência e contribuir de modo mais efectivo para o aumento da produção nacional”, referiu.

Desta feita, prosseguiu ,“ poderá aumentar o emprego para a substituição de importações e diversificação das exportações, no âmbito do PRODESI. Segundo o governante, neste processo o Estado terá o papel de órgão regulador e coordenador da dinâmica de desenvolvimento do país, para o sector privado ser o motor do crescimento económico de Angola O Programa será levado a cabo tendo em conta as melhores práticas internacionais e sempre na base da legislação angolana.

Por outro lado, entende que o aumento da quota de mercado para a produção nacional de bens e serviços, é um factor crítico pata a sustentabilidade, quer das finanças públicas quer das contas externas do país. “Com o aumento da produção nacional, as empresas criarão mais valor para a economia e a sua contribuição para as receitas tributárias do país será cada vez maior”, tendo acrescentado que “As empresas nacionais terão mais ganhos e a sua contribuição tributária será maior.

Daí a ligação entre o aumento da produção nacional e a melhoria das finanças públicas”, Acrescentou que, com o aumento da produção nacional, muitos produtos que hoje são importados deixarão de o ser e outros passarão mesmo a ser exportados, assegurando ganhos nas contas externas, com melhoria da Balança de Pagamentos. Reforçou que para o efeito, o país terá de acabar com esta grande dependência da economia num só produto, que gera hoje cerca de 95% dos recursos externos do país e mais de 70% de toda a receita tributária de Angola. “O nosso objectivo é edificar em Angola uma economia baseada num crescimento forte e sustentado”, avançou.

error: Content is protected !!