Carta do leitor: Triste conduta do agente

Director do jornal O PAÍS, obrigado pelo espaço que me concede. Gosto muito do vosso título, embora não se agrade a gregos e a troianos. Foi com profunda preocupação que tomei conhecimento da morte de um cidadão, por um agente da Polícia Nacional, a tiro, no Bairro Palanca, em Luanda, nos últimos dias. Alega-se que, segundo a notícia que li e correu nas redes sociais, questões passionais estiveram na base. Para mim, é uma situação delicada, porque o agente acusado tem responsabilidades sociais acrescidas.

Digo isto porque ele é um dos garantes da ordem e tranquilidade públicas onde quer que seja. O caso, ao provar-se ser passional, não quero ser psicólogo, mas o homem não devia fazer isso.

A sociedade, tal como as relações humanas têm regras, portanto não fi ca muito bem partir para a violência ou tirar a vida do outro por esta razão. As relações entre casais, quando as coisas não vão bem, há sinais evidentes, logo é preferível partir para outra. E mais, há, como se diz na brincadeira em Angola, mas é um facto que, à luz do censo populacional, há mais mulheres do que rapazes. Umas mais educadas que as outras, mas, penso que cada um deve escolher melhor com quem quer ficar.

A atitude do agente acusado mancha o bom nome da Polícia Nacional, uma vez que é um órgão com fins imaculados. Deste modo, espero que se apurem os factos e se pesarem sobre o agente, que seja responsabilizado civil e criminalmente. Isto vai permitir regular a sociedade em muitos aspectos. Do Namibe, de onde vos escrevo, muitos jovens e agentes estão indignados com a atitude do cidadão em causa.

Adérito Milonga; Namibe

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