Projecto “Peça do Mês” dá maior dinamismo ao Museu Nacional de Antropologia

O projecto a “Peça do Mês”, que assinala o 3º ano consecutivo de exposição, tem vindo a dar um maior dinamismo ao Museu Nacional de Antropologia, no que se refere a visitas e diversidade do conteúdo antropológico, em Luanda

Desde a implementação do projecto, em 2016, movimentou o acervo do museu com a exposição de mais de 30 peças, entre elas “O Pensador” “Ndemba”, “Kiela”, “Kikondi”, “Mulondo” e “Cihongo” (Txihongo), “Kijinga”, Heholo”, “Mintadi, Mufuka”, “Mukwale e o “Mulondo branco”, “Onga” e “Amuleto de jingongo”, visando divulgar os fragmentos existentes no museu.

O projecto tem ainda como objectivo propagar, na sociedade, a sua importância como património cultural e nacional, função social, discrição, origem e cativar os cidadãos que visitem o espaço. Para o director do museu, Álvaro Jorge, o projecto tem agregado um valor acrescido ao museu do ponto de vista da diversidade e do conteúdo antropológico.

O responsável realçou que do ponto de vista estatístico, aumentou o número de visitantes do museu e tem sido uma referência obrigatória, sobretudo para os estudantes. “Várias vezes vejo um grupo de alunos a pesquisarem, a interessaremse um pouco mais sobre a peça exposta, que já faz parte do currículo escolar dos mesmos. Os professores mandam estes para o Museu, a fim de inteirarem-se Desde a implementação do projecto, em 2016, movimentou o acervo do museu com a exposição de mais de 30 peças, entre elas “O Pensador” “Ndemba”, “Kiela”, “Kikondi”, “Mulondo” e “Cihongo” (Txihongo), “Kijinga”, Heholo”, “Mintadi, Mufuka”, “Mukwale e o “Mulondo branco”, “Onga” e “Amuleto de jingongo”, visando divulgar os fragmentos existentes no museu. O projecto tem ainda como objectivo propagar, na sociedade, a sua importância como património cultural e nacional, função social, discrição, origem e cativar os cidadãos que visitem o espaço. Para o director do museu, Álvaro Jorge, o projecto tem agregado um valor acrescido ao museu do ponto de vista da diversidade e do conteúdo antropológico.

O responsável realçou que do ponto de vista estatístico, aumentou o número de visitantes do museu e tem sido uma referência obrigatória, sobretudo para os estudantes. “Várias vezes vejo um grupo de alunos a pesquisarem, a interessaremse um pouco mais sobre a peça exposta, que já faz parte do currículo escolar dos mesmos.

Os professores mandam estes para o Museu, a fim de inteirarem-se sobre a peça em exposição”, explicou. Por seu turno, avançou que pretendem dar maior ênfase ao projecto, que segundo ele, a intenção era de prevalecer durante um ano, mas devido ao seu impacto, garantiu a sua continuidade.

Peça em exposição

Para o mês em que se assinala o 3º ano de exposição, está exposta a peça “Lambako”, fragmento que é usado por mulheres pertencentes ao grupo etnolinguístico Nyaneka-Humbi, cingido aos rins para a cobertura da parte frontal. A peça, também conhecida como “Tapa-sexo”, é feita com pele de animal de cor castanha e preta, suspensa num cinto de couro. A pele é cortada de forma desordenada, de modo a formar uma espécie de folhos (tiras de tecido franzido ou com pregas que se aplicam em peças de roupas) e amaciadas com óleo ou manteiga.

Actualmente no país, entre os povos que ainda trajam o modo tradicional, as vestes repartemse por dois tipos principalmente: vestes usuais e de hierarquia, tendo em conta os diferentes grupos etno-linguísticos.

Pesquisas

No que diz respeito à peça em exposição, de acordo com o Departamento de Investigação Cientifica do museu, os povos da África Tropical, diferente de outras regiões, só mais tarde preocuparam- se com o vestuário e, na sua época, no interior de Angola, observa-se ainda a existência de grupos humanos em estado praticamente de nudez, verificando- se, nestes primórdios, a existência de vestes de pudor, como as pequeníssimas tangas, os tampiços ou “cache-sexe”.

Por motivos de ambiente e matéria- prima, uma distinção rigorosa entre os tipos de vestes era particularmente observável de um grupo para outro, de acordo com os seus sistemas económicos de vida, como os de plantadores, caçadores e criadores.

Segundo consta, para o vestuário, contribuíram em grande escala os tecidos de fibra de palmeira e de algodão de manufactura nativa. Também outros artigos e produtos foram empregues nos vestuários, tais como liberes ou entrecascas de árvores preparadas e pele de animais. A entrecasca ou tecido liberino foi o primeiro pano usado pelos povos plantadores e a pele de animal foi vestuário típico dos caçadores e dos criadores de gado. É de realçar também que usavam pele de animais selvagens e domésticos, como as peles e os estomago de bois devidamente preparados.

error: Content is protected !!