Assegurado financiamento para electrificar os últimos municípios às escuras no Cuanza norte

Os únicos municípios da província do Cuanza Norte ainda não servidos por fontes sustentáveis de energia eléctrica, poderão finalmente ver este serviço chegar, garantido que está o financiamento

Banga, Bolongongo e Ngonguembo vão finalmente ser ligados ao sistema energético da região norte através de um projecto de electrificação local financiado pelo Crédit Agrícole Corporate and Investment Bank (CA-CIB).

O contrato de electrificaçacão local daqueles municípios de uma das províncias grande produtora DR de energia electrica, está avaliado em EUR 11 277 168,29 (onze milhões duzentos e setenta e sete mil, cento e sessenta e oito euros e vinte e nove cêntimos).

O financiamento destina-se à cobertura, entre outros, de parte do pagamento inicial nos termos do contrato de exportação celebrado a 4 de Julho do corrente entre o Governo Provincial do Cuanza-Norte e a Empresa Elecnor S.A. O financiamento será viabilizado através do Export Credits Guarantee Department (Agência de Crédito à Exportação do Reino Unido) operado através do UK Export Finance (UKEF). A informação vem publicada em Diário da República datado de 9 de Agosto do corrente (I Serie, nº102) por via de um Despacho Presidencial, que autoriza o Ministério das Finanças, “com a faculdade de subdelegar, a assinar os referidos acordos de financiamento”.

A província do Cuanza Norte, com o Aproveitamento Hidroelectrico de Cambambe é uma das parcelas de Angola inserida dentro do restrito clube de grandes produtores de electricidade. Subdividida em 10 municípios, apenas Banga, Bolongongo e Ngonguembo não são servidos por electricidade, tendo sido Quiculungo o último contemplado no ano de 2017. A sede do município do Quiculungo dista 11 km da do município do Bolongongo, pelo que o opção da electricidade ter culmina apenas naquele continua a ser considerado pelos cidadãos daquela circunscrição uma descriminação.

Na gíria popular, os 3 municípios começaram agora a ser designados “as terras do fim do mundo” uma simiologia adotada da então designação atribuída a província do Cuando Cubango no contexto nacional. Servidos por péssimos atalhos rodoviários, a vida é considerada pelos residentes como sempre “impossível” pelo que se tem redobrado a apelar há mais solidariedade do governo da província e do Executivo. “Aqui também moram cidadãos eleitores e com direito de usufruir dos benefícios essenciais.

Nunca entendemos as razões de fundo que mantêm a nossa terra como enteado na distribuição do bolo do Cuanza-Norte”, comentou Quissanga, cidadão residente na vila do Bolongongo.

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