Primeiros dois casos de Ébola confirmados no Kivu-Sul no Congo

uma mulher e o seu filho foram os dois primeiros casos confirmados com Ébola na região de Kivu-Sul, no Congo, nesta semana, abrindo uma nova frente na luta contra o surto

O Ébola matou pelo menos 1.900 pessoas na República Democrática do Congo no ano passado. Este é o segundo maior número de vítimas e a violência das milícias, combinada com a resistência local, tornou o surto mais difícil de conter.

A mulher de 24 anos foi identificada como um contacto de alto risco de outro caso de Ébola em Beni, mais de 700 quilómetros ao norte, no mês passado, segundo um comunicado do governo divulgado na Sexta-feira. Ela viajou de autocarro, barco e estrada com os seus dois filhos para Mwenga, em Kivu-Sul, onde morreu na noite de Terça-feira, de acordo com um slide de uma apresentação feita pelas autoridades de saúde.

A mulher havia sido vacinada, disse o slide. A equipa de resposta ao Ébola, liderada pelo governo congolês, identificou 120 contactos e vacinou 20 na Quinta-feira, mostrou o slide. Os últimos casos mostram a dificuldade de conter o último surto de Ébola, que continuou a espalhar- se no Leste do Congo, apesar da implementação de uma vacina altamente eficaz.

No mês passado, chegou à maior cidade da região de Goma, lar de quase 2 milhões de pessoas na fronteira com o Rwanda. Centros de tratamento para o Ébola foram, repetidamente, atacados por milicias armadas e descontentes locais, dificultando os esforços para conter a epidemia no leste devastado pelo conflito.

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