Titilá do Rangel homenageado pelo 50º aniversário com álbum musical

O álbum, feito nos estilos nacionais Semba, Kuduro e Kazucuta foi apresentado oficialmente em Roma, na Itália, mas a sua venda e sessão de autógrafos realizouse ontem, em Luanda, na portaria do campo de Futsal da Rádio Nacional de Angola.

Adjelson Coimbra

O jornalista da Rádio Nacional de Angola, António Campos, carinhosamente tratado por “Titilá do Rangel” foi homenageado pelo seu 50º aniversário num álbum musical. Intitulada “Titilá 50 anos” a obra musical, oficialmente lançada em Roma (Itália) e apresentada no Vaticano, no passado dia 30 de Julho, foi gravada em Angola nos estúdios da “Beto Max” e Xikote Produções, tendo a produção final e edição ficado sob a chancela desta última.

Participaram neste inédito trabalho discográfico renomados músicos do panorama artístico nacional, tais como Don Caetano, Massoxi, Diogo Sebastião “Kintino”, Teddy Nsingui, Presilha Caley, Dj Manya, Cândido Ananaz, Karliteira e todos os filhos do homenageado. O disco comporta 8 faixas musicais, em que constam “Nosso Kamba”, cantada pelos filhos, “Titilá – Filho do Bairro”, de Massoxi e Presilha, “Roda Titilá” de Massoxi e Quintino, “Vento do Rangel”, de Don Caetano, “Titilá na Passada”, de Teddy Manya e Inês Cassoma, “Titilá do Rangel”, de cândido Ananaz, e “Titilá vem nos acudir”, de Karliteira.

A última faixa de nome igual à segunda são apenas instrumentais. Recorda-se que a referida obra, cujos estilos predominantes são Semba, Plena, Kazucuta e Kuduro, foi apresentada em Angola no passado dia 3 de Agosto, no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, no Rangel, numa actividade restrita.

De acordo com Titilá, nunca na história de Angola e do mundo alguém em vida é retratado em várias músicas compactadas em disco em homenagem ao seu 50º aniversário. Assim, embora os seus amigos tenham dedicado esse disco a si, Titilá partilha esse tributo com o Rangel, bairro que o viu crescer e que considera memorável e histórico, mas infelizmente desprezado.

“A foto de capa do disco é propositada. Não aceito a triste realidade que o Rangel e os seus moradores enfrentam. O Rangel não merece. Já lamentei em Israel, no tal muro dedicado às lamentações e, até hoje, nada mudou”, lastimou. Representatividade dos 50 anos Para o jornalista, estes 50 anos representam o marco de uma etapa que faz com que as pessoas amadureçam mais, bem como um momento para reflectir sobre os feitos

 Perfil

António Campos nasceu na província de Luanda, no distrito urbano do Rangel, aos 31 de Julho de 1969. Em 1989 foi para a União Soviética, concretamente na Universidade Estatal de Bielorrússia, onde cursou Jornalismo. De regresso a Angola, saiu da casa da avó e começou a enfrentar a vida. Arranjou um emprego e constituiu uma família. Mas onde quer que vá, não se esquece desse bairro que o viu crescer.

“O Rangel marcou a minha vida. Quase todos os meus amigos de infância lá estão e continuo sempre a ser amigo deles. Aos fins-de-semana estou lá a conviver com eles, jogamos ao ‘não te irrites’. Posso estar em qualquer bairro de Luanda ou do mundo, mas o meu coração está sempre no Rangel”, finalizou.

 

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