Angola continua a dar passos para o comércio livre na SADC

O ministro angolano da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa, afirmou neste Domingo, em Dar es Salaan, República Unida da Tanzânia, que Angola continua dar passos para implementação do livre comércio a nível dos estados membros da Conferência de Desenvolvimento da África Austral (SADC)

Estamos, nos últimos anos, firmes com esse objectivo, estabelecendo ofertas aos países membros da SADC, relativamente à redução do valor aduaneiro para alguns produtos”, disse à imprensa o governante, quando fazia o balanço dos resultados da da 39ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Sadc que decorreu de 17 a 18 naquele país.

Angola, nesta Cimeira, esteve representada pelo Presidente da República, João Lourenço, e demais Chefes de Estados e de Governo do bloco regional de que fazem parte Angola, África do Sul, Botswana, Republica Democrática do Congo (RDC), Comores, E-swatini (antiga Swazilândia), Lesotho, Madagascar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

Quanto à industrialização da região Austral, um dos principais focos da agenda de trabalho, Manuel Neto da Costa afirmou que “será necessário que os países membros incorporem os seus instrumentos programáticos com as iniciativas regionais”. Na Cimeira, que decorreu sob orientação do novo presidente em exercício da Sadc, o Chefe de Estado Tanzaniano, John Pombe Joseph Magufuli, foram analisados programas entre a União Europeia e a SADC, relacionados com a melhoria do ambiente de negócio, facilitação do comércio e sobre a industrialização.

Questões de interesse político, económico e social, com destaque para a implementação da estratégia e roteiro para a industrialização da região no período 2015-2063, estiveram em discussão no fórum dos líderes da organização que no passado dia 17 (Sábado) completou 27 anos de existência. A estratégia de industrialização da SADC, adoptada em Abril de 2015, visa alcançar uma economia mais avançada e a transformação tecnológica a nível nacional e regional que permita acelerar o crescimento através do desenvolvimento industrial. Um plano de acção aprovado dois anos mais tarde (Março de 2017) aponta que as suas acções devem ter como referência os três pilares da estratégia e as actividades necessárias, assim como a importância de libertar o potencial industrial desta região. Esses três pilares são os de expandir a infra-estrutura, fortalecer a cadeia de valores e desenvolvimento do corredor que liga estes Estados da África Austral.

A organização enfrenta vários desafios, entre os quais a integração económica num espaço regional de mais de 200 milhões de habitantes. A SADC, sucessora da SADCC, foi constituída em 1992, para promover a cooperação e integração socioeconômicas, e intensificar a cooperação nas áreas política e de segurança entre os Estados.

Angop

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