“Quando a Polícia chegou, o cidadão já estava morto”

A Polícia em Luanda esclareceu, em conferência de imprensa, ontem, o tumulto que se registou, mais uma vez, no bairro do Rocha Pinto, resultante de uma rixa e que culminou num morto. A Polícia demarcase da autoria do disparo

No Sábado, por volta das 21h30, a Polícia foi chamada a intervir numa rixa entre dois grupos, no bairro Rocha Pinto, que tirava o sono aos populares e colocava em risco a vida dos transeuntes. Os efectivos foram recebidos à pedrada, segundo o porta- voz, da Delegação provincial do Ministério do interior de Luanda, Intendente, Mateus Rodrigues, e tiveram de recuar.

Os cidadãos colocaram obstáculos na via principal que impossibilitava o trânsito no Rocha Pinto, alguns veículos foram danificados e “constatamos, no local, a presença de um cadáver”. Depois de removerem os obstáculos da via, o que permitiu a que a situação voltasse ao normal as 22h, a Polícia trabalhou no sentido de se identificar os elementos dos dois grupos e determinar o autor do disparo que viti 56 anos de idade, João Paulo Mutala, vendedor ambulante, atingido com um projéctil na região torácica.

A vítima estava estatelada no chão, atingida por um disparo de arma de fogo acidentalmente, uma vez que a mesma se encontrava numa cantina, a fim de adquirir produtos. “Alguns indivíduos aproveitando- se dos factos, ocorridos, desencadearam um conjunto de acções que criou distúrbios, causando bloqueios com caixotes de lixo e colocando fogo na via de serviço do Rocha”, informou o responsável. Mateus Rodrigues sublinhou que decorre ainda uma investigação no sentido de se esclarecer os factos, mas a informação que podem passar é que a primeira equipa que chegou ao local encontrou o senhor morto, resultante da contenda entre os grupos rivais. “Até ao momento não há nenhum detido, mas estamos a trabalhar no sentido de os identificar e determinar as razões que levaram a esta situação.

Apelamos também aos cidadãos que tiveram os seus veículos danificados que contactem a Polícia para os devidos trâmites”, reforçou. Entretanto, informações da vizinhança dão conta que havia um “Bar de Rua” no bairro, no qual a Polícia apareceu com o propósito de receber os equipamentos de som, com a alegação de poluição sonora, e a população não permitiu, tendo os agentes usado a força. No uso da força foi vitimado mortalmente o cidadão de 56 anos e os munícipes revoltados partiram contra a Polícia. De acordo com Mateus Rodrigues, “quando a Polícia chegou ao local, já havia um cadáver”, a PNA após ser chamada a intervir na rixa foi recebida com pedras e paus por acudir à mesma.

Face ao sucedido, foram mobilizados forças e meios policiais, para o local do incidente, a fim de repor a ordem. “De facto, a ocorrência preocupa o Comando provincial de Luanda, pois é o terceiro caso, desde o sucedido de Juliana Cafrique, e tudo está a ser feito no sentido de identificar os grupos e saber as razões pelas quais ocorreu esta situação”, aferiu, em conferência de imprensa realizada no Comando Provincial da Polícia Nacional.

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