Agentes culturais falam sobre economia versus emprego

A conferência promovida pela Associação de Jovens estudantes Ligados à Literatura e Arte visa “aprimorar técnicas relacionadas com a gestão pública da Cultura, balizar a economia da Cultura, empreendedorismo e Inovação em Arte e Cultura, bem como Fomentar o Auto-emprego através das actividades laborais dos agentes culturais”

A AJELLA (Associação de Jovens Estudantes Ligados a Literatura e Arte) promove hoje, na Mediateca de Luanda, das 9 às 13 horas, um workshop sobre “Agentes Culturais na Economia Versus Emprego” A conferência visa aprimorar técnicas relacionadas à gestão pública da Cultura, balizar a Economia da Cultura, Empreendedorismo e Inovação em Arte e Cultura, bem como Fomentar o Autoemprego, através das actividades laborais dos agentes culturais. Adwane Kilundo, coordenadorgeral da AJELLA, em entrevista a OPAÍS, adiantou que a cultura em qualquer parte do mundo fomenta emprego, mas tudo passa por um bom exercício. A título de exemplo, referiu-se ao Brasil, que pela sua experiência tem conseguido angariar muito dinheiro com a actividade cultural. É, no seu entender, um país de que podemos seguir e nos fará crescer.

O responsável salientou que agentes culturais são todos os indivíduos que praticam qualquer tipo de arte, desde a literatura ao cinema, dos artesãos aos estilistas, que, através de suas oficinas têm instruído outros jovens e criado postos deemprego. “Estamos num país em que se fala da diversidade económica, então é importante que olhemos para esse aspecto”, acrescentou. No primeiro painel, por exemplo, os jovens empreendedores abordarão questões sobre agentes e políticas culturais, fomento da economia através da cultura, uma tema que merecerá a atenção do director- adjunto do Instituto das Indústrias Culturais, Michel Kamianga. O segundo painel será reservado a um jurista ligado a associação em causa, que abordará o mecenato cultural. Adwane lamentou o facto de não ver o Ministério da Cultura a promover os agentes culturais, mas ainda assim apelou a esta instituição pública a trabalhar directamente com as associações ligadas a actividade cultural.

A AJELLA

É uma instituição nacional com representações nas províncias de Cabinda, do Huambo e de Luanda. Foi fundada a 17 de Outubro de 2003, em Luanda, por um grupo de jovens que abraçaram o projecto, sem fins não lucrativos.

A agremiação congrega jovens escritores, artistas plásticos, poetas, jornalistas, críticos literários, entre outros, e tem como objectivo principal organizar estudos, pesquisas e investimento internacional, principalmente no domínio do folclore das diversas tradições do país, para que a juventude possa criar o gosto pela leitura e, sobretudo, interessar-se pela cultura angolana.

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