Ministro reafirma apoio aos refugiados da RDC

O ministro da Defesa Nacional, Salviano Cerqueira, declarou, nesta Segunda- feira, que é inadiável a ajuda aos refugiados da República Democrática do Congo (RDC) instalados no Centro de Acolhimento do Lóvua, província da Lunda-Norte.

Em declarações à imprensa, no final de uma visita de constatação das condições básicas do centro, reafirmou o empenho das autoridades angolanas para facilitar o regresso voluntário à RDC de 18 mil 871 refugiados, de um total de 22 mil 684 alojados.

Fez saber que vai solicitar ao Presidente da República, através do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segu- A Embaixadora dos estados unidos da América em Angola, Nina Maria Fite, inicia hoje uma visita de trabalho de dois dias (20 e 21) à província de Benguela, com o objectivo de constatar o nível de avanço dos projectos desenvolvidos com apoio do seu país rança, o apoio necessário para que se evacuem os refugiados até à fronteira.

Desde Domingo último, centenas de refugiados, incluindo crianças, mulheres e idosos, abandonaram o centro de acolhimento, criado em Maio de 2017. Alguns fixaram-se ao longo da estrada principal e outros caminharam cerca de 20 quilómetros a pé, até à sede municipal do Lóvua, à espera de transporte. Com esse acto, o campo de acolhimento ficou parcialmente desabitado.

A decisão dos congoleses contraria a recomendação da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que perspectiva o seu repatriamento a partir de Setembro próximo. Entretanto, os refugiados lamentam as condições sociais básicas, dizem-se agastados com a decisão do ACNUR e decidem caminhar para as regiões congolesas de Kassai e Kassai Central, através das fronteiras do Tchissanda, Tchikolondo e Marco 25. “Na minha opinião, do que constatamos, não é possível parar a vontade dos refugiados, que continuam a marcha em direcção à fronteira”, enfatizou o ministro da Defesa.

O governante chefiou uma comitiva integrada pela ministra da Acção Social e Promoção da Mulher, Faustina Fernandes Alves, pelo secretário de Estado do Interior, Mbamukina Zau, e por altas patentes das Forças Armadas e da Polícia Nacional

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