Moçambique aumenta endividamento interno e adia consolidação para 2020

ção orçamental a partir de 2020. “No seguimento do impacto negativo dos ciclones e dada a possibilidade de os custos das eleições de Outubro derraparem, só vemos um regresso à consolidação orçamental no próximo ano e, como resultado, o recurso ao endividamento interno deverá continuar a aumentar”, escrevem os analistas. No relatório de Agosto sobre os mercados financeiros africanos, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, lê-se que “nos últimos anos, desde a revelação das dívidas ocultas em Abril de 2016, o Governo tem controlado o défice orçamental através de um conjunto de medidas que inclui melhoramentos na colecta fiscal e cortes na despesa, incluindo o fim de subsídios”. Para os analistas do Standard Bank, o facto de a inflação e a perspectiva de evolução da moeda terem melhorado “pode levar a cortes mais agressivos na taxa de juro”, que desceu em Agosto para 12,75%. A nível político, o Standard Bank considera que o processo de paz é “irreversível” e afirma que as perspetivas de uma eleição “pacífica” em Outubro melhoraram com o acordo de paz assinado entre o Governo e a Renamo, no início deste mês.

O departamento de estudos económicos do sulafricano Banco Standard prevê que Moçambique aumente o recurso ao endividamento interno para compensar o afastamento dos mercados internacionais e só antevê consolidação orçamental a partir de 2020. “No seguimento do impacto negativo dos ciclones e dada a possibilidade de os custos das eleições de Outubro derraparem, só vemos um regresso à consolidação orçamental no próximo ano e, como resultado, o recurso ao endividamento interno deverá continuar a aumentar”, escrevem os analistas.

No relatório de Agosto sobre os mercados financeiros africanos, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, lê-se que “nos últimos anos, desde a revelação das dívidas ocultas em Abril de 2016, o Governo tem controlado o défice orçamental através de um conjunto de medidas que inclui melhoramentos na colecta fiscal e cortes na despesa, incluindo o fim de subsídios”. Para os analistas do Standard Bank, o facto de a inflação e a perspectiva de evolução da moeda terem melhorado “pode levar a cortes mais agressivos na taxa de juro”, que desceu em Agosto para 12,75%. A nível político, o Standard Bank considera que o processo de paz é “irreversível” e afirma que as perspetivas de uma eleição “pacífica” em Outubro melhoraram com o acordo de paz assinado entre o Governo e a Renamo, no início deste mês.

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