Mãe saiu por menos de vinte minutos e encontrou o filho carbonizado

O pai desfaleceu ao ver ontem descer à cova no cemitério do benfica, em Luanda, a urna contendo os restos mortais do seu primogénito jair Cleiton Cazua fortunato, de oito anos de idade, que foi encontrado em casa na última Sexta-feira, com mais de 90 por cento do corpo carbonizado Luanda

Desapareceu por completo a bravura que Francisco Fortunato teve na noite de Segunda- feira ao fazer a reconstituição da forma como o seu filho foi encontrado, na presença da equipa de reportagem de OPAÍS. Ele e a sua mulher, Francisca Fortunato, dois jovens com idades inferiores aos 35 anos, não conseguem acreditar na forma abrupta como perderam um dos seres que mais amavam. Tudo aconteceu na pretérita Sexta- feira.

Parecia ser um dia normal para esta família. Francisca Fortunato saiu de casa com destino a uma padaria, que está a escassos metros, com o intuito de adquirir pão a fim de saciar a fome dos seus dois filhos menores de idade. Deixou os dois menores a assistirem televisão, sob vigilância de um protector, um cão, o melhor amigo do homem.

De regresso, menos de 20 minutos depois, avistou uma enorme fumaça saindo da sua residência. Em apuros, clamou pela ajuda da vizinha, que prontamente a acudiu. Abriu a porta, usando a chave de casa, encontrou a filha de dois anos encolhida num dos cantos do quintal. Ao lado dela estava o animal, como se a estivesse a amparar. Ambos estavam em estado de choque.

Começaram a chamar por Jair, mas ele não respondia. Foram vêlo na sala, no seu quarto e no quarto do casal e nada, de acordo com Francisco Fortunato, que naquele momento, se encontrava no seu local de trabalho. Assim que entraram num dos quartos do anexo, que não usam, e de saía a fumaça, encontraram o pequeno completamente carbonizado, desfalecido. Estava irreconhecível. “Tiraram o colchão que fica naquele quarto onde guardamos as coisas que não usamos, trouxeram aqui, embrulharam lá o Jair e atearam fogo”, declarou Francisco Fortunato, supondo ser esse o percurso feito por malfeitores.

O jovem acredita que os autores desse crime hediondo entraram em sua casa com o propósito de surripiar alguns dos seus bens materiais. No entanto, não esperavam deparar-se com alguém em casa, pelo que, para não serem reconhecidos, terão praticado tamanha barbaridade, abstendo-se de levar qualquer coisa.

Deste modo, acredita o nosso interlocutor, que é formado em criminalística, pretendiam fazer crer que foi um incidente. Francisca Fortunato, a mãe, e os seus vizinhos, transportaram o pequeno de casa, no Zango 3, para o hospital Neves Bendinha, no Zango 1. Ao longo do caminho ele acordou e começou a gritar de dor. Antes mesmo de chegarem ao hospital, os pais informaram a uma das

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