Suécia sugere reformas graduais em Angola

Para mitigar os efeitos da crise económica e financeira que o país está a enfrentar desde meados de 2014, o secretário para as relações internacionais do partido Social democrático(pSd) da Suécia, joahan Hassel, sugere a adopção de medidas paulatinas na execução dos programas de estado, visando a melhoria do ambiente político, económico e social do país

secretário das Relações Internacionais do Partido Social Democrático(PSD) da Suécia, Joahan Hassel, sugere ao Excutivo angolano a prossecução das reformas em curso com vista a recuperar a sua estabilidade, mas aponta a necessidade de estas serem implementadas de forma gradual, para criar um ambiente político e social que venha a beneficiar a todos.

O político, que está em Luanda a convite do MPLA, partido no poder em Angola, disse que o seu país tem acompanhado a agenda política angolana, fundamentalmente no combate à corrupção, e acredita que, num futuro breve, haverá melhorias significativas que vão contribuir para a qualidade de vida dos angolanos. No seu entender, a julgar pelo papel importante que Angola ocupa a nível da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Joahan Hassel sugere a adopção de medidas paulatinas na execução dos programas de Estado com vista a melhorar o ambiente político, económico e social do país. Segundo Joahan Hassel, outros dos programas que o seu partido vem acompanhando com atenção é o processo de preparação para a implementação das autarquias locais em Angola, aprazadas para 2020.

No entanto, dos passos dados até ao momento, o político considerou que o país tem uma boa agenda e está num bom caminho,tendo destacado as discussões em vários segmentos da sociedade em volta da criação de uma única direccção com vista a implementar esse importante instrumento que vai valorizar o poder local. Contudo, no meio de várias propostas em volta das discussões do processo autárquico, Joahan Hassel frisou que, à semelhança de outros Estados, Angola é soberana e independente para tomar as medidas que achar conveniente.

“Cada país tem o seu sistema democrático. E cabe às suas instituições decidirem o que é melhor. “Mas creio que o país está num bom caminho. Estão com uma boa agenda, sobretudo no combate à corrupção, que vai promover mais empregos e credibilidade do país. Essa agenda está a ser dirigida pelo actual Presidente e nós esperamos continuar a acompanhar”, assegurou.

Excelentes relações

De acordo ainda com Joahan Hassel, Angola e Suécia mantém relações bilaterais há muitos anos, sendo os acordos de melhoria do meio ambiente e da saúde os pontos mais fortes da cooperação que os dois países vêm desenvolvendo. Nesse contexto, frisou, o que se pretende com a sua visita é continuar a fortalecer esses laços de amizade, sobretudo neste momento em que Angola carece muito da ajuda dos bons parceiros internacionais para a reanimar a sua economia.

“Os nossos dois países, por via dos dois partidos, o MPLA e o Social Democrático, têm uma relação muito forte e saudável que dura desde o tempo da luta pela Independência. Para além de ajudar, nós também aprendemos muito com a experiência de Angola a julgar pelo papel que desempenha ao nível da região da SADC”, apontou.

Durante a sua visita de quatro dias em Angola, o secretário de relações internacionais do Partido Social Democrático da Suécia, Joahan Hassel, vai participar de uma serie de actividades com destaque para conferèncias, palestras, sessões de formações e encontros com responsáveis e militantes do partido MPLA.

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