De Regresso

 

Por:JOÃO ROSA SANTOS

Depois de algum tempo de férias na escrita, tal como prometi, estou de regresso. Volto a este espaço de convívio com vontade de fazer melhor, já que neste pouco tempo de repouso, deu para compreender que para mim a escrita faz bem a saúde. Não tendo muito por onde escolher, vagueei pelas ruas da capital, visitei os meus kambas no “Popula”, sentei com a família no zango, em Malanje bwe de kandandos, somei mais uns pontitos, aprendi sábios conselhos da boca do povo.Desta vez não fui à praia, até porque, para além da humidade do cacimbo ter apertado feio, a banda não tem mar e eu, somente sei nadar no rio. Estou de regresso, agora quinzenalmente, nesta coluna SextaFesta, para com olhar atento e imaginação, partilhar o fio de diferentes histórias e acontecimentos do dia a dia, acrescentando, sugerindo, contribuindo para uma escrita e leitura mais plural. Aliás, ao que parece, a crónica mora comigo, é tanta paixão que nem a sonhar há lugar para o divórcio. Com ela desperto e adormeço, junto retalhos entre curiosidades, escrevo o que eventualmente ficou por se dizer ou simplesmente se omitiu. É assim mesmo na universidade de rua, onde por estes dias e no pleno gozo de alguns dias de férias, estive a colher experiências e a beber conhecimentos, ali nas profundezas das conversas onde todo mundo é mestre, dono e senhor da razão. Na rua não faltam ideias brilhantes, projectos arrojados, julgamentos sumários, verbalizados nas sentadas de quintal ou ao lado de roulottes onde de tudo um pouco que é mujimbo se consome a granel. Como o prometido é devido, estou de volta, agora quinzenalmente, as sextas feiras, porque escrever Crónicas dáme prazer, é festa a sexta-feira, liberta a minha alma, é das maiores alegrias da minha vida.

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