País regista crescimento de importação de açúcar em 50%

Até Julho do ano em curso, o país importou 154 mil toneladas. Neste momento conta com cerca de duzentas e 31 mil toneladas de açúcar. Há um crescimento na importação de açúcar de mais de 50 %

Por:Patrícia de Oliveira

A Biocom prevê uma produção de 110 mil toneladas, com as 200 mil toneladas já importadas, contam-se 300 mil toneladas de açúcar até Julho. No mês de Dezembro o país vai registrar um superávit de açúcar. De acordo com o director- geral da Biocom, Luis Bagorro Júnior, o país tem os dados de importação, mas não os do consumo interno de açúcar. Criada em 2008, a Biocom tem como principal foco a produção de açúcar.

Questionado se a empresa importa açúcar, referiu que não o faz desde o ano passado, por falta de divisas, tendo em conta que o bancos nacionais “não conseguem dar uma carta de crédito única para importar 25 mil toneladas de açúcar como se fazia anteriormente”. “É preciso estabelecer um preço de referência para a venda do açúcar, tal como fazem os outros países, de modo e evitar instabilidade no preço “,disse. No seu entender, “é um processo”. Por este motivo têm acontecido vários encontros com o Governo.

O açúcar de marca “Kapanda” é vendido às grandes superfícies. Questionado sobre as medidas a serem tomadas para a redução do preço do açúcar, referiu que produzir no país é mais caro do que importar açúcar. E há uma série de factores que contribuem para o efeito, desde a mão de obra à importação de matérias-primas, ou peças. “É preciso pagar desde a estrutura toda e o custo adicional é muito alto, e há a desvalorização dos dólares.

É diferente do importador que não tem custos tão altos e tem uma margem de lucro mais elevada”, explica. Para o responsável da companhia de açúcar, a concorrência entre o produtor e o importador é desleal. Não existe uma cadeia de produção interna para criar o custo agregado. Até agora, a empresa conta com o custo de produção de USD 800 por tonelada.

De acordo com o responsável, o principal objectivo da empresa passa por atender o mercado nacional. Neste momento, a Biocom tem 26 mil hectares de plantação de canade- açúcar, o equivalente a 26 campos de futebol plantados, porém, a meta é chegar aos 32 mil hectares, de modo a ter matéria prima sufi ciente e reduzir em 70% as necessidades de importação do país. Luis Bagorro Junior avança que a plantação de cana-de-açúcar não consegue atender toda a demanda nacional, mas “quando a fábrica estiver em pleno funcionamento vai atingir as 250 mil toneladas de açúcar”, referiu.

Biocom produz 500 toneladas de açúcar mascavado Na presente safra, a empresa diversificou a produção, apostando na primeira experiência de produção de açúcar mascavado. Das 500 toneladas produzidas, 150 já foram comercializadas e restam 350. Segundo o responsável, caso haja muita procura do produto, a empresa irá apostar neste tipo de açúcar, podendo ir até um terço da produção

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