Rocha preocupa bastante a Polícia

Numa conferência de imprensa realizada no último dia 18, a Polícia Nacional demarcou- se da morte de João Paulo Mutala, alegando que quando chegaram no local a vítima já estava estatelada, atingida por um disparo de arma de fogo, acidentalmente, uma vez que a mesma se encontrava numa cantina, para adquirir produtos. “Alguns indivíduos, aproveitando- se do facto, desencadearam um conjunto de acções que criaram distúrbios, causando bloqueios com caixotes de lixo e colocando fogo na via de serviço do Rocha”, informou o porta-voz da Delegação Provincial do Ministério do Interior de Luanda, Intendente Mateus Rodrigues. O responsável acrescentou que quando chegaram ao local, o senhor já estava morto, como resultado da contenda entre os grupos rivais. Ainda assim, os efectivos foram recebidos à pedrada e tiveram de recuar.

Os cidadãos colocaram obstáculos na via principal que impossibilitavam o trânsito no Rocha Pinto e alguns veículos foram danifi cados. Desde que a Polícia registou o primeiro caso, em Março, de Juliana Cafrique, que o Rocha Pinto tem sido uma preocupação para o Comando Provincial da PN, segundo Mateus Rodrigues, e tudo fazem para identificar os grupos de malfeitores que aterrorzam a zona e o porquê da violência contra a Polícia sempre que há uma intervenção da corporação.

“É uma zona preocupante em termos de segurança pública, o que, naturalmente, fará com que façamos uma revisão das estratégias implementadas naquela zona. Vamos fazer um esforço adicional no sentido de identifi car o que está na base quer da actuação dos nossos efectivos, quer da reacção da população”, disse. É necessário, para o porta-voz, que haja o envolvimento da família, da igreja, das escolas, no sentido de ajudar a tirar os menores e não só do mundo do crime ou da associação de malfeitores. O trabalho que a Polícia faz, de os deter, não é suficiente se não houver envolvimento doutros sectores da sociedade.

Dos 12 detidos, sete foram condenados por arruaça

Neste impasse entre a Polícia e a população do Rocha Pinto o número de detidos por arruaça passa uma dezena. Na última morte registada no bairro, do cidadão vendedor de 56 anos, a Polícia deteve cinco cidadãos, já no acto de vandalismo da conduta da EPAL foram detidos sete cidadãos. Os sete cidadãos foram condenados sumariamente, com penas entre os seis e os 15 meses de prisão, por envolvimento nos tumultos do dia 3 de Julho, na zona do Rocha Pinto, onde os moradores agastados com a falta de água no bairro tentaram vandalizar uma conduta da EPAL.

Responderam pelos crimes de arruaça, resistência e danos não previstos. Estes doze não serão os únicos, pois a Polícia continua as investigações no sentido de identificar mais cidadãos envolvidos na arruaça do Sábado, 16 de Agosto. Entretanto, os sete indivíduos detidos e acusados de participarem do acto de vandalismo ora referido foram julgados e condenados. Por outro lado, os cinco cidadãos detidos no último caso são apontados pela Polícia como membros de grupos de malfeitores denominados “Bwé Poster” e “Os Belas”, com idades compreendidas entre os 18 e os 22 anos.

error: Content is protected !!