“Todas as unidades têm de ter um gabinete psicopedagógico”

O sociólogo entrevistado pelo OPAIS, José Lourenço, dá nota positiva para a Polícia por prender pessoas por arruaça, porque o povo não pode partir os vidro dos carros de quem nada tem a ver com o seu problema. Da mesma forma que dá nota negativa para a Polícia pela forma de actuação e aconselha o atendimento psicopedagógico. Para o especialista, a formação dada aos polícias não tem sido a mais adequada, pois tem sido posta de parte a questão psicopedagógica.

Deve ser criado um gabinete psicopedagógico em cada esquadra, que acompanhe o agente diariamente, bem como deve haver controlo do nível de alcoolémia antes e depois de os agentes saírem para as operações. Parecendo que não, com estas péssimas actuações da corporação, a Polícia está a mostrar fragilidades, por isso, segundo o sociólogo, temos vindo a registar casos de polícias que matam por crimes passionais; matam porque estava embriagado; ou porque estava cansado, etc.

Outro problema, segundo José Lourenço, é que a PN recebeu pessoas que vieram das FAA, que ainda não se despiram do pensamento de guerra, já que receberam treinamento diferente. Este agente deve ser novamente formado e devidamente acompanhado. “A Polícia quer controlar tudo e muita coisa ainda fi ca por se fazer. Sugiro que, por exemplo, quem deve controlar as fronteiras e o mar devam ser as FAA, porque há armas que passam de forma ilegal e depois o crime fi – ca sem explicação”, defende.

O Rocha é a réplica do Catambor, para o interlocutor, com condições precárias, extrema pobreza, delinquência, fraco investimento na educação, dominado pelo comércio informal que propicia estes tipos de reacções. A unidade da Polícia de Intervenção Rápida no local deve ser reforçada, pois tem poucos efectivos para dar resposta ao número de crimes que ali se regista, disse.

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