carta do leitor: A quem interessa a imundice no São Paulo?

Há dias tive o privilégio de regressar ao bairro São Paulo, um dos mais conhecidos de Luanda, aquele que representava a fronteira entre os periféricos do Cazenga e outros com a chamada Baixa. Há muitos anos que não “pisava os pés” nesta zona. As últimas vezes em que lá estive marcou-me profundamente a desorganização nas proximidades do Mercado de São Paulo e nas antigas bombas da SNETOL, hoje às mãos da Total.

O meu passeio recente foi na zona da Rua de Benguela e a da Eclésia, com uma breve passagem pela zona do Majestic. Nem com carro se consegue ultrapassar o charco aí próximo.

Confesso que não acreditei que estivesse no mesmo São Paulo da minha infância, o tal bairro chique que percorria quando fugisse do meu Cazenga e caminhava para a baixa. O bairro está irreconhecível. Há charcos por todo o lado. Ruas intransitáveis, como nas imediações do Banco Económico. Apetecia-me ofender quem quer que fosse, porque, afinal, deve existir sempre algum responsável para as irresponsabilidades que nos são submetidas diariamente pelos governantes.

Desde os que se encontram no escalão superior, assim como os que estão nos inferiores. Não se pode admitir que uma área como aquela, à semelhança de outras em Luanda e nas demais províncias, desapareçam como se não existisse qualquer autoridade em Luanda. Faço aqui um apelo ao governador Sérgio Luther Rescova, que visite também a área.

Acredito que seja por causa dos esgotos já velhinhos que a zona está inundada. E leve consigo o administrador do Sambizanga, porque aquela zona pertence a este distrito, o jovem Tomás Bica, para que se faça alguma coisa. A governação não pode ser feita com improvisos. É melhor agir agora. Antes que as chuvas, que já estão à porta, piorem a situação. Bravo Santos Cazenga- Luanda

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