Luís Paulo materializa história do Zouk em livro

O autor do volume intitulado “Gigantes do Zouk”, motivado pela pouca informação que Angola tem sobre um estilo de música que muito se consome, vem a escrever o livro desde a sua adolescência

“Gigantes do Zouk” é o título do livro da autoria de Luís Paulo, apresentado Sábado, 24, nas instalações da Rádio Mais em Luanda.

Trata-se de uma obra que retrata a história deste género musical. Luís Paulo, que é apresentador do programa “ZouK Non Stop” da Rádio Mais, no seu livro, deu a conhecer todo movimento em torno do estilo, que se iniciou em 1979, com o grupo Kassav, em Guadalupe, Antilhas. Nesta obra, o autor traça o perfil das principais figuras do universo zoukanse, desde os cantores da primeira geração até os da mais nova geração, argumentando que esta última tem feito um trabalho de continuidade da música de matriz africana. Luis Paulo realçou que, embora não tendo o “calibre” como, por exemplo, dos Kassav, a nova geração de músicos daquele arquipélago é original e tem desempenhado um papel de promoção deste género de música que é o Zouk.

O livro, com 300 páginas distribuídas em 10 capítulos, dá desta  Guadaluque ao Zouk em África, explicando a sua dinâmica e variantes, que, de modo obrigatório, fala também sobre Eduardo Paim, Monique Seka, Oliver N’goma, entre outros artistas. Este livro, segundo Luís Paulo, aborda 40 anos de Zouk (1979 – 2019), dando também ênfase a outros grupos que surgiram após a explosão do Zouk nos anos 80.

Daí a razão de haver interesse enorme por parte das pessoas que querem conhecer com detalhe a história do Zouk e o percurso musical de seus protagonistas. Luís Paulo levou quase duas décadas para conceber a presente obra. E conta que foi motivado a fazé-lo devido à falta de informações que os angolanos tinham sobre um estilo musical que muito consomem. O autor recorda que em 2015 foi convidado a visitar a Ilha de Guadalupe (a famosa terra do Zouk) à convite de Pierre Edouard Decimus, fundador do Zouk e do grupo Kassav, e de Eddy Compper, produtor e director do Centro Cultural de Guadalupe, e apercebendose da curiosidade que tinha sobre esse estilo, lhe foi lançada a proposta de escrever uma obra, sem que soubessem que a mesma já estava em curso.

Percurso do autor

Luís Paulo nasceu e vive em Luanda. É jornalista, jurista, ensaísta e especialista em comunicação. Trabalhou no Jornal de Angola como redactor e repórter. Colaborou em várias rádios e jornais do país. É quadro sénior do Ministério dos Transportes da República de Angola. De 2001 a Janeiro de 2019 desempenhou várias funções/cargos no Ministério dos Transportes da República de Angola (consultor de imprensa, chefe do Departamento do Centro de Documentação e Informação e director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa). Dirigiu a revista Rumos do Ministério dos Transportes, fundou a Casa do Zouk, a revista In Memoriam, e com o jornalista Mário Santos, criou o programa “Zouk Non Stop” (emitido todos os domingos na Rádio Mais). Com o também jornalista Pedro Baptista criou o “Hora do Zouk”, na Rádio Nacional de Angola.

Livros Publicados

Transportes, um Sector da Linha da Frente, Evolução Histórica e Novas Dinâmicas, 2017 (Prefácio do professor Manuel José Nunes Júnior. Bê-à-Bâ de António Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, Digníssimos da História Contemporânea de Angola (Prefácio do professor Francisco Manuel Monteiro de Queirós e do nacionalista Luís Neto Kiambata) Principais Artigos de InvestigaçãoA ntónio Agostinho Neto: 1922 – 1979 (revista In Memoriam, 2014 – com a colaboração da Fundação António Agostinho Neto – FAAN). Maria Mambo Café, nacionalista de fortes e firmes convicções (revista In Memoriam, 2015 – com a colaboração dos jornalistas Mateus Cavumbo e Celso Malavoloneke). Pascoal Luvualu, em defesa dos mais nobres ideais da Nação Angolana (revista In Memoriam, 2016).

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