Mais de 100 mil pensionistas prestam prova de vida

Cento e 62 mil e 300 pensionistas, entre antigos combatentes, deficientes de guerra e familiares de combatentes tombados, começaram a ser submetidos, a partir de hoje (segunda-feira), em todo país, ao processo de recadastramento e prova de vida.

O processo promovido pelo Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria terá a duração de 6 meses e prevê a  aferição de processos de 79 mil e 809 antigos combatentes, 22 mil e 925 deficientes de guerra, 45 mil e 754 órfãos de guerra, 9 mil e 201 viúvas, 3 mil e 650 ascendentes e 961 acompanhantes.

Deste número, 3 mil e 698 pensionistas serão recadastrados na província de Malanje.

O ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, explicou que o processo em causa visa, essencialmente, consolidar e validar os dados recolhidos na fase de cadastramento realizado de Março de 2018 a Abril de 2019.

Com isso, pretende-se ainda certificar a existência física de cada pensionista e analisar se reúne requisitos para continuar a beneficiar da pensão mensal de 23 mil kwanzas a que tem direito.

Informou que o processo será suportado por 12 brigadas, cada uma integrada por 5 elementos afectos ao Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e das Finanças, que vão percorrer todas as capitais provinciais e sedes municipais.

Quanto aos que se encontrarem condicionados por força maior durante o processo, o ministro assegurou que poderão efectuar os respectivos recadastramento e prova de vida durante os 45 dias seguintes, findo o qual o direito a pensão será suspenso automaticamente do sistema de gestão e controlo do ministério.

João Ernesto dos Santos pediu a sociedade a mobilizar-se e prestar solidariedade aos antigos combatentes, sublinhando que tal tarefa não deve ser entendida com exclusiva responsabilidade do Estado.

Por sua vez, o governador de Malanje, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, pediu aos antigos combatentes a denunciar as tentativas de infiltração de falsos pensionistas, prática que, na sua óptica, tem inviabilizado o estabelecimento de uma pensão mais condigna aos que lutaram efectivamente em prol da pátria.

Considera que o processo vai ajudar a contabilizar os verdadeiro antigos combatentes e excluir da base de dados os fantasmas.

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