“revús” prometem processo-crime contra Rui Falcão por alegada difamação

O auto-denominado Movimento revolucionário promete despoletar, nos próximos dias, um processo-crime contra rui Falcão, governador de benguela, por alegadamente este ter incorrido em calúnia e difamação, ao afi rmar que havia segmentos que fi nanciavam campanhas contra si, devido à luta contra a corrupção

Por:Constantino Eduardo, em Benguela

As afirmações do governador de Benguela, em audiência concedida à embaixadora norte-americana, causou uma onda de contestação no seio do auto-denominado Movimento Revolucionário em Benguela, daí que os “revús”, jovens que Sábado, 24, promoveram a segunda manifestação contra a governação de Rui Falcão, decidissem avançar, já nos próximos dias, com um processo-crime junto dos órgãos judiciais por se sentirem ofendidos, disse a O PAÍS. O governador não avançou nomes de fi nanciadores nem de fi nanciados. Contudo, acredita que tais iniciativas provenham de gente insatisfeita com as acções de combate à corrupção levadas a cabo pelo seu executivo, facto que, segundo sustenta, permitiu desmantelar determinados negócios que, de alguma forma, punham em causa a vitalidade fi nanceira do Estado nesta circunscrição. “Roubavam ao Estado na recolha de lixo”, disse.

De acordo com Rui Falcão, antes de ter chegado a Benguela, em 2017, havia gastos astronómicos com o lixo. Entretanto, fruto da estratégia delineada, foi possível baixar de 10 milhões para 1 milhão kwanzas por dia. Prata Cume não vai na conversa e manifesta o sentimento de indignação do grupo face às declarações do governador, esclarecendo que nunca receberam fi nanciamentos de ninguém. O jovem manifestante ironiza que, caso fosse verdade, eles jamais sairiam às ruas para reivindicar direitos que se lhes assistem. “Nós passamos as mesmas difi culdades que um menino de rua passa”, defende-se, tendo acrescentado que “nós não precisamos do dinheiro do corrupto para fazer manifestação”. Dada a gravidade das afi rmações, o grupo prometeu mais manifestações contra a actual governação de Benguela”, e disse que munirse- á de instrumentos legais e deverá formalizar um “processo-crime” contra o governante, por alegada “calúnia e difamação. “Ele vai ter de provar de onde e quem é que nos deu dinheiro. Se caso estiver a combater a corrupção, isto é bom, mas não está a favorecer os pobres. Os pobres também estão a gritar, se calhar, na mesma linha que os corruptos estão a gritar”, atestou o activista cívico que acusou ainda o governador de não dialogar com a juventude.

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