Angola “assume” permanência de refugiados da RDC

Os refugiados congoleses-democratas assentados no campo do Lóvua, que se decidiram a permanecer em Angola, contam com o apoio do Governo angolano, segundo o acordo alcançado na reunião tripartida entre Angola, ACNUR e República Democrática do Congo (RDC).

A informação foi avançada quinta-feira, no Dundo, pela representante em Angola do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Philippa Candler, no final de um encontro com o governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala. A representante afirmou que, do levantamento feito, até Maio do ano em curso, 15 por cento dos refugiados manifestaram o desejo de permanecer em Angola, até que a situação política na RDC melhore. Segundo Philippa Candler, as partes acordaram, igualmente, que, no dia 16 de Setembro próximo, se inicie o processo de repatriamento organizado dos refugiados que não aderiram ao regresso voluntário e espontâneo que decorre desde 19 de Agosto, com o apoio do Governo angolano. O repatriamento voluntário e espontânea não conta com o apoio directo do ACNUR, apenas dos dois Governos (Angola e RDC), que devem criar condições de transporte para os que voluntariamente se decidirem a regressar. Para o repatriamento organizado, disse que estão a ser criadas as condições logísticas, que incluem a criação de centros de trânsito nas fronteiras, transportes, assistência alimentar e médica. Até agora, já foram repatriados nove mil e 495 refugiados, que se decidiram, unilateralmente, a regressar ao país de origem (RDC), através das fronteiras do Tchicolondo e Chissanda. Vinte e um camiões foram disponibilizados pelo Governo angolano, para o transporte dos 18 mil e 800 refugiados, dos 23 mil e 684 assentados no Lóvua. A deslocação destes cidadãos congoleses para Angola resultou da violência derivada de tensões políticas e étnicas na RDC.

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