Benguela regista aumento de mordeduras caninas

Trezentos e um casos (301) de mordedura canina, dos quais um resultou em morte, foram registados no primeiro semestre do corrente ano, no município de Benguela, pelo Departamento provincial de veterinária, informou ontem quinta-feira, 29, fonte da instituição

Em declarações à Angop, a médica veterinária Elisabeth Conde disse que, comparativamente ao mesmo período do ano passado (2018), registou-se um aumento de 186 casos deste tipo de mordedura.

A médica referiu que, apesar disso, os cidadãos têm levado os seus cães com mais frequência aos serviços veterinários para a vacinação de rotina, ao contrário dos anos anteriores. A responsável frisou que, nos primeiros seis meses deste ano, foram vacinados aproximadamente 12 mil animais de estimação, prevendo- se que seja atingida a cifra do ano transacto, cujos números rondam os 25 mil animais imunizados. Elisabeth Conde avançou que a campanha massiva de vacinação vai ter início durante as comemorações do Dia Mundial da Raiva, 28 de Setembro, prolongando-se até Outubro próximo.

A médica veterinária criticou o estado de abandono em que se encontra o canil da cidade de Benguela, que poderia albergar os cães vadios. Enquanto isso, o director clínico do hospital municipal de Benguela, Luís Lisboa Vieira, confirmou a morte na semana finda de uma criança em consequência do ataque de um cão raivoso, enquanto um adulto, vítima também de mordedura canina, encontra- se internado com o diagnóstico de raiva confirmado. “A menina chegou em estado crítico e acabou por falecer”, disse o médico, avançando que a situação é preocupante por trata-se de vidas humanas que se vão perdendo por uma situação que já deveria ser controlada. Luís Vieira garantiu haver vacinas para cães e humanos, mas que esta ainda é negligenciada por falta de informação suficiente sobre a existência de um protocolo que, geralmente, deve ser cumprido.

Nestes casos, afirmou Luís Lisboa Vieira, até 10 dias depois da mordedura, a pessoa infectada deve, necessariamente, ir a um centro hospitalar para vacinação e o cão deve ser avaliado (submetido a quarentena para observação) e, se confirmado o seu estado raivoso, deve ser sacrificado. O médico acrescentou que a raiva tem uma característica típica que é a “hidrofobia”, ou seja, a pessoa doente apresenta reacções violentas, sempre que colocada diante de água, porque não suporta enxergá- la.

Questionado sobre o défice de informação sobre as medidas a adoptar em caso de mordedura, disse ser da responsabilidade da saúde pública, que deve trabalhar afincadamente com as comunidades, educando, mobilizando e sensibilizando a população. Apelou a população a vacinar todos os animais domésticos e procurar um centro médico em caso de qualquer mordedura, seja de macaco, gato ou cão.

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