O que se passa com a Polícia?

Parece haver um padrão qualquer que deve ser bem estudado: violência, demissões e ajustes na Polícia, época do ano, fuga de presos, etc., há que ver. Mais do que as cíclicas operações que parecem nada resolver. O que não pode acontecer é o país viver de operação em operação, tem de haver uma linha contínua de estabilidade assegurada e, sim, resposta ao crime quando acontecer. E deve ser uma reposta dura. Luanda, particularmente, entrou num sistema de violência cíclica nos seus ápices. Ou seja, agora a Polícia irá intervir para deixar a cidade calma, talvez até Outubro e depois teremos também um grande aparato em Dezembro. E tudo se desvanecerá a seguir e os bandidos voltarão a semear o terror. A população, ou começará de novo a linchar os “seus” suspeitos, pondo em causa um dos pilares do Estado, o da justiça, ou clamará fará apelo à Polícia. E algumas demissões ou trocas poderão ocorrer no comando da corporação. A nossa Polícia é incapaz de manter um certo clima de segurança mínima obrigatória? Não consegue antecipar os surtos de crimes cada vez mais violentos e ousados? O Estado não assegura à Polícia os meios necessários para o seu funcionamento normal e continuo? Haverá por aí jogos que ultrapassam o nosso entendimento e que os cidadãos pagam com os seus bens e até com a vida?

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