carta do leitor:A tirania das universidades

Estendo os meus mais sinceros cumprimentos a si, caríssimo director do jornal OPAÍS e a toda equipa responsável pela elaboração deste periódico. Antes de mais qualquer coisa, agradeço pela oportunidade que me concederam, em poder mostrar a minha inquietação. No início do ano lectivo em curso, as universidades angolanas dispararam os preços da propina e de alguns emolumentos, como é o caso dos recursos, exames especiais e a solicitação de declarações com ou sem notas descriminadas. Para justificar, as mesmas disseram que estão a adapatar-se à situação económico-financeira que o país atravessa. Ainda acresentaram que precisam de ajustar os salários dos seus funcionários, desde as empregadas até os quadros administrativos. Esta  última justificação não creio que corresponda à verdade. Através de conversa que tenho com amigos que estudam em outras universidades, bem como as constatações que registo na minha, os professores, funcionários de maior destaque de qualquer recinto académico, reclamam contra os salários míseros e da pouca valorização que estas instituições de ensino lhes têm dado. Pergunto: será sempre assim? As universidades privadas subirão os emolumentos sempre que quiserem? Onde está o INADEC? A tirania das universidades Onde está o Ministério do Ensino Superior? Na qualidade de aluno, clamo pela intervenção destas duas instituições. A cada mês, diminui o número de alunos nas salas de aula. Muitos entram para o mundo da criminalidade, enquanto existem entidades que podem “mover peças” para endireitar este quadro. Penso eu que se da mesma forma que as universidades aumentam os preços dos emolumentos, aumentassem a qualidade de ensino seria bem melhor. “Apostar em ensino de qualidade é a chave para um país evoluído”. “Educação gera conhecimento. Conhecimento gera sabedoria, e, só um povo sábio pode mudar o seu país”. Então invertamos isso.

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