Empresários da Huíla devem ao BDA 12 mil e 384 milhões Kz

Setenta e cinco projectos, dos 77 financiados pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) na província da Huíla, estão com o prazo de liquidação do financiamento vencido

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração, Abraão Gourgel, a situação corresponde a um saldo em dívida de 12 mil e 384 milhões de Kwanzas. Abraão Gourgel falava du- O PAÍS Domingo,01 de Setembro de 2019 19 rante um encontro, que manteve com empresários locais, para dar a conhecer as formas mais práticas de implementar as linhas do BDA e informações sobre o Programa do governo de Apoio ao Crédito, numa actividade promovida pela Associação Agro- Pecuária Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL).

Na ocasião, disse que os projectos foram financiados a partir do ano da abertura da agência, em 2006, sendo que esses devedores estão em várias áreas de actividade, como da agricultura, pecuária, indústria, minas e prestação de serviços. Declarou que o crédito vencido está nas contas extrapatrimoniais do banco, integrado no processo de recuperação de créditos, em que vão ter de encontrar uma solução bilateral com cada um dos promotores, cujo procedimento vai ser verificado se os agentes têm a intenção de continuar com o projecto.

“Queremos saber dos devedores como encaram a dívida e como pretendem pagar, ver se o mesmo necessitaria de um reforço, caso não aguentar o banco deve tomar conta dos activos e encontrar uma solução melhor possível, mas a postura inicial é tentar encontrar uma solução na conversa com o promotor, só quando não existir uma solução é que podem entregar o caso aos advogados”, fez saber.

“Se o projecto encontrar um reforço, e se o estudo de viabilidade aguentar, acerta-se com o promotor um novo calendário de pagamento e os desembolsos que permitam repor o projecto em marcha”, realçou. Explicou que, ao abrigo da linha do BDA, as taxas de juro variam entre 9 e 10,5 %, têm prazos longos que vão até 10 e mais anos, dependendo do estudo de viabilidade e para tempo de carência são no mínimo dois anos e pode chegar até quatro anos, se for do sector da agricultura. Fez saber que já identificaram um espaço para montaruma agência do BDA na província, num período de três a seis meses, sendo a primeira na região Sul de modo a conseguir uma presença mais próxima do promotor.

error: Content is protected !!