Angola ambiciona uma taxa de inclusão financeira de 50% até 2022

Actualmente, e de acordo com o relatório do Banco Mundial, a taxa de bancarização no país ronda os 29%, número que se prevê alterar para os 50% da população adulta em 2022

Por:Brenda Sambo

A informação foi avançada pela directora do departamento de inclusão financeirado Banco Nacional de Angola (BNA), Teresa Pascoal. Apesar destes dados, o BNA está na fase final de um trabalho com dados fidedignos sobre a realidade da taxa de bancarização no país que poderá ser apresentado em breve. Avançou que os dados apurados pelo BNA passarão a ser usados pelo Banco Mundial e demais instituições financeiras.

De maneira a impulsionar o programa de inclusão financeira no país, o banco central criou uma série de medidas, começando pela implementação da conta banquita no sistema financeiro, em 2012, que já permitiu a inclusão de mais pessoas na banca, envolvendo 13 bancos. Avançou ainda que até ao momento foram realizadas cerca de 304 campanhas de sensibilização para abertura de contas, o que resultou em oitenta mil e 421 novas contas Bankita.

Na mesma senda, no ano de 2015 o BNA assinou com o Ministério da Educação um memorando com o objectivo de inserir conteúdos de literacia financeira no sistema de ensino nacional e motivar os jovens estudantes para a aprendizagem contínua de conteúdos em disciplinas transversais, além da realização de um concurso nacional anual de Educação Financeira que já preparou mais de trezentos professores em 17 províncias do país.

Além disso, o BNA realiza anualmente duas oficinas de inclusão financeira, uma em Março, que acontece em simultâneo com o Dia Mundial da Poupança, e outra em Outubro, em que o banco Nacional procura explicar para crianças e jovens a importância da inclusão financeira com seminários, palestras e outras actividades. Para a responsável, a inclusão financeira não é nada mais que criar produtos financeiros para os mercados, mas desde que correspondam àquilo que são as necessidades das nossas populações.

Entre outros aspectos, o BNA pretende melhorar a inclusão financeira no país, para a melhoria do bem-estar dos serviços financeiros, e de modo a contribuir para um crescimento económico real que deve ser feito sem qualquer discriminação, o que vai criar mais activos e, acima de tudo, proporcionará a melhoria do bem-estar das famílias. Segundo estatísticas de 2017, a inclusão financeira a nível do mundo situa-se nos 69%, quando em 2011 se fixava nos 51%.

Nos países da SADC assinala-se 67%, havendo ainda 113 milhões de pessoas fora do sistema. E em 2020 estima que o crescimento seja de mil milhões de pessoas em todo o mundo. A oitava conferência foi realizada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) e foi constituída por dois painéis com oradores convidados, tendo o 1.º painel o tema “Inclusão Financeira: a experiência de outros países” e o 2.º painel o tema “O papel da tecnologia na Inclusão Financeira”.

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