Nova entrada para chineses

 

Por:José Kaliengue

Angola, com um acordo assinado em 2018, passou a integrar a lista de países africanos que facilitam a entrada de cidadãos chineses nos seus territórios, segundo uma notícia da Plataforma Macau que, por sua vez, cita um estudo do Migration Policy Institute, assinado por Loksan Harley. Angola já concede vistos na fronteira, à entrada a cidadãos da China, não exigindo que o mesmo seja concedido antes da partida. A notícia é muito boa, se se seguir a estratégia de atracção de investimentos do Presidente da República, João Lourenço. Todos os países do mundo estão atentos ao dinheiro chinês, que pode chegar por via do investimento empresarial ou pelo turismo. Sim, a China é hoje um dos maiores emissores de turistas do mundo.

Angola tem de se deixar descobrir. Somos uma curiosidade para muita gente no estrangeiro e se queremos dinheiro, então não lhes podemos fechar a porta. Do Brasil a Portugal, da Malásia a Espanha, os governos e grupos empresariais fazem de tudo para atrair o investimento de empresas do gigante asiático. E os chineses precisam de se expandir. A sua economia precisa de espaço, de novas geografias, de novas necessidades. Se os empresários angolanos do sector do turismo e da restauração resolverem mesmo trabalhar, em vez de “assaltarem” quem se atreva a solicitar os seus serviços, praticando preços civilizados e se se aliarem ao Governo na promoção da imagem do país, a desgraça em que anda o sector pode mudar em pouco tempo.

O Governo, se facilitar o investimento, abrindo o mercado nacional e também o africano, se formar a mão-de-obra nacional e se aplicar bem os dividendos, pode ter numa na relação com a China, e com outros países, naturalmente, uma boa via para resolver os graves problemas sociais que o país vive. O Brasil, por exemplo, nos sectores da energia, dos caminhos-de-ferro e das telecomunicações não quer perder tempo.

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