Blocos petrolíferos com potencial de 7 biliões de barris de hidrocarbonetos procuram novos investidores

Trata-se de 10 bacias marítimas para a exploração de petróleo, das quais uma localizada na província de Benguela e nove no Namibe com capacidade de sete biliões de barris de hidrocarbonetos

Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) apresentou ontem, em Luanda, o concurso público internacional de blocos petrolíferos nas bacias marítimas das províncias de Benguela e Namibe para o período 2019/2025 aos potenciais investidores nacionais e internacionais. A administradora da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) Natacha Massano disse à imprensa que o concurso público para a licitação dos blocos está aberto para qualquer investidor, nacional ou estrangeiro, com capacidade financeira e técnica tal como previsto na lei.

Referiu que a estratégia de concessão petrolífera está delineada na estratégia do Executivo, que visa sobretudo a expansão do conhecimento geológico, a confirmação do potencial petrolífero e, fundamentalmente, a substituição de reservas petrolíferas nacionais.

O processo arrancou no mês de Junho do ano em curso e conta com uma grande adesão de empresas interessadas em participar do concurso. Adiantou ainda que, dentro em breve, a ANPG vai realizar um roads shows nas cidades de Houston (Estados Unidos) no Dubai (Emiratos Árabes Unidos) e Londres, Reino Unido, no qual conta com um número elevado de participantes inscritos, o que demonstra que os 10 blocos têm, de facto, um potencial significativo. De acordo com os dados da ANPG divulgados durante a conferência, foram feitos algumas análises préliminares no sentido de se verificar o potencial da existência de um sistema petrolífero funcional.

O sistema petrolífero, de acordo com a definição, é a confirmação da existência de camadas capazes de gerar hidrocarbonetos. A partir desse estudo, foram identificados diferentes armadilhas de hidrocarbonetos que se encontram em fase preliminar tecnicamente denominadas por Lead e cujos recursos perspectivos rondam os sete biliões de barris de petróleo.

Por sua vez, na ocasião, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino de Azevedo, disse que o Executivo continua a trabalhar no sentido de criar um ambiente de negócios cada vez mais atractivo e benéfico para os investidores. “O processo de licitação que hoje a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis aqui apresenta, reforça o nosso compromisso com toda a indústria petrolífera e os seus intervenientes”, sublinhou Por outra, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, sublinhou que o “empenho da agência na prossecução deste compromisso e na obtenção de resultados para todos os stakeholders envolvidos, designadamente o Estado, os operadores petrolíferos e os prestadores de serviço, e a sociedade”.

Para o responsável, este é um momento importante para Angola e para o seu sector petrolífero. “A última vez que em Angola se realizou um processo de licitações petrolíferas foi em 2011. Temos, pois, pela frente uma oportunidade única de acrescentar valor ao trabalho dos operadores, ao nosso país e à nossa economia”, disse. ANPG apresentou, o potencial petrolífero dos blocos das Bacias Marítimas do Namibe e de Benguela. O evento realizado em Luanda contou com a presença, entre outros, de operadores petrolíferos internacionais interessados em investir nos novos blocos em licitação.

O anúncio oficial do lançamento do concurso será feito no dia 2 de Outubro. A apresentação de propostas pelos interessados pode ser feita até ao dia 11 de Novembro. A abertura das mesmas acontecerá depois no dia 13 do mesmo mês, sendo que a qualificação das empresas e a avaliação das propostas terminará no dia 28 de Dezembro.

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