Conte anuncia Governo e encerra crise política na Itália

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, confirmou nesta Quarta-feira (4) ao Presidente Sergio Mattarella que conseguiu formar um novo Governo, fruto de uma aliança entre o populista Movimento 5 estrelas (M5S) e o social-democrata Partido Democrático (PD

No poder desde 1 de Junho de 2018, o primeiro-ministro tomará posse para o seu segundo mandato nesta Quinta (5), às 10h da manhã (horário local), ao lado de seus novos ministros. Esse será o 66º Governo em 73 anos de República na Itália. Advogado e professor de direito, Conte não tem filiação partidária, mas é ligado ideologicamente ao M5S, que o alçou do anonimato ao cargo político mais cobiçado do país após as eleições do ano passado, quando a sigla obteve 32% dos votos.

Como o resultado foi insuficiente para garantir a maioria no Parlamento, o M5S formou uma aliança com a ultranacionalista Liga, do agora ex-ministro do Interior Matteo Salvini. Os dois partidos se recusaram a ceder o cargo de primeiro-ministro aos seus respectivos líderes, então a solução foi buscar um nome alternativo e sem trajetória política: Giuseppe Conte, que agora governará em coaligação com a centro-esquerda.

A equipa – O novo governo aumenta de 18 para 21 o número de ministros, dos quais apenas três faziam parte da gestão anterior,incluindo o líder do M5S, Luigi Di Maio, que trocou a pasta do Trabalho e do Desenvolvimento Económico pelo cobiçado Ministério das Relações Exteriores.

Di Maio também deixa de exercer o cargo de vice-primeirominitro, que foi abolido. Os outros ministros mantidos no Governo são Sergio Costa (Meio Ambiente) e Alfonso Bonafede (Justiça). Já Riccardo Fraccaro deixou a pasta de Relações com o Parlamento para assumir a estratégica função de subsecretário da Presidência do Conselho dos Ministros (cargo semelhante ao chefe da Casa Civil no Brasil, mas sem status de ministro). Dos 21 membros do gabinete, 10 são do M5S, e nove, do PD. Já Roberto Speranza, da aliança de esquerda Livres e Iguais (LeU), ficou com o Ministério da Saúde, enquanto a advogada Luciana Lamorgese, ex-chefe da província de Milão e tida como “técnica”, liderará a pasta do Interior no pós-Salvini.

Entre os seus principais expoentes, o PD conseguiu emplacar Dario Franceschini no Ministério dos Bens Culturais, pasta que ele já chefiara entre 2014 e 2018, e Roberto Gualtieri, admirador do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Ministério da Economia e das Finanças

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