Falta de frascos e equipamentos de impressão dos rótulos paralisa processamento de mel no Huambo

O processamento do mel no município do ecunha, cuja vila dista a 30 quilómetros da cidade do Huambo, continua paralisado, há três anos, por falta de frascos e equipamentos de impressão dos rótulos DR

A informação foi adiantada pelo presidente da Copecunha, Félix Horácio. Segundo o responsável que falava à ANGOP, a situação é consequência da falta de divisas para compra dos meios no exterior do país. Informou ainda que a paralisação da actividade da processadora está a retrair a produção do mel neste município, que conta com quase 500 apicultores artesanais, 140 dos quais filiados na cooperativa.

Há três anos, a Copecunha, primeira processadora na província do Huambo, chegou a refinar e engarrafar 900 quilogramas de mel, produzidos por 180 apicultores locais, que recorriam à cooperativa para escoar a sua produção. Félix Horácio deu a conhecer que o processo de refinação do mel é feito por intermédio de uma centrifugadora manual e depois engarrafado em frascos de vidro de 500 miligramas, salientando que a cooperativa possui um laboratório de análise do produto e máquina de esterilização do material usado. Criada em 2005, a Copecunha forma apicultores e fornece colmeias modernas e meios de extracção do mel, porém, por falta de recursos financeiros, há três anos que os seus associados não beneficiam de tais acções.

Recentemente, o chefe do departamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) na província do Huambo, Amaro Francisco Gime, admitiu, em declarações à ANGOP, que as actuais cifras de produção de mel, nesta região do país, encontram-se muito abaixo do potencial. Informou que a cada seis meses os apicultores locais colhem, em média, 11 toneladas, quando no passado esta cifra rondava as 28 toneladas, justificando esta baixa produção com a falta de fumigadoras, fatos de colheita e colmeias. Apesar da reduzida quantidade que se colhe, o responsável do IDF informou que a província do Huambo continua a ser a terceira maior produtora de mel no país, superada pelo Moxico e Bié, quando no passado era apenas superada pela primeira.

De acordo com Amaro Francisco Gime, a província possui cinco cooperativas, em cinco dos 11 municípios, constituídas, cada uma delas, por 30 a 50 produtores de mel, sendo os municípios do Cachiungo e Ecunha os que mais se destacam. Informou, entretanto, que em todos os municípios existem apicultores individuais, uma vez que a província do Huambo possui enorme potencial para produzir mel, confirmando, também, referindo que é nesta região do onde é produzido o melhor, nas florestas de eucalipto. De momento está em funcionamento uma única processadora

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