Governo Chinês envia dez médicos gratuitamente a Angola

dez médicos chineses de diversas especialidades chegarão brevemente ao país para reforçarem a equipa técnica que assegura o normal funcionamento do Hospital Geral de Luanda (HGL) durante dois anos, à luz de um protocolo assinado ontem, nesta cidade, por representantes dos dois países

Os encargos salariais e de viagens internacionais de ida e volta (China/ Angola/China) dos integrantes desta equipa estarão sob a responsabilidade do Governo chinês. De acordo com uma fonte de OPAÍS, o Executivo angolano se responsabilizará apenas pelo alojamento dos médicos, criar as condições para que eles possam exercer a actividade, incluindo as isenções alfandegárias para o desalfandegamento dos equipamentos que trouxerem.

O Ministério das Relações Exteriores (MIREX) diz, numa nota de imprensa enviada a nossa redacção, que esta delegação é constituída por especialistas em cirurgia geral, pediatria, cardiologia, neurologia, ortopedia, análises clínicas, acupunctura, farmácia bem como um intérprete e um cozinheiro. Será a quinta equipa médica chinesa a chegar ao país no de um protocolo, que é renovável de dois em dois anos. O primeiro grupo, do qual fizeram parte 16 especialistas de distintas áreas da saúde, chegou a Angola em 2006, tendo permanecido por dois anos. Para facilitar a comunicação entre os médicos chineses e os seus colegas angolanos, bem como com os pacientes, os especialistas estrangeiros contarão com a colaboração de um intérprete devidamente treinado para o efeito. Subescreveram o Protocolo de Cooperação sobre o Envio da Equipa Médica Chinesa a Angola, o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas do Ministério das Relações Exteriores, Domingos Custódio Vieira Lopes, e o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da China no nosso país, Gong Tao.

HGL carece de 150 médicos

O HGL carece de 150 médicos para preencher o seu quadro clínico, numa altura em que conta apenas com 51, quando deveria ter um total de 201 médicos. Essa informação foi revelada recentemente à imprensa pelo seu director, Carlos Zeca. Do quadro, 17 médicos são cubanos e oito chineses. Estes se encontravam no país no âmbito desse acordo. A quantidade de médicos nacionais terá certamente registado um acréscimo com a realização do último concurso público de admissão de profissionais do sector. Quanto ao sector de enfermagem, o hospital precisa de 1.021 profissionais, sendo que conta apenas com 226, num déficit de 795. No total, para assegurar o normal funcionamento dessa unidade hospitalar sem sobressaltos, cuja construção e apetrechamento foi uma oferta do Governo Chinês ao Estado, são necessários 1.750 trabalhadores, entre médicos e administrativos, mas a unidade tem apenas 463, registando um déficit de 1.368 funcionários.

Trabalhando com muita dedicação e afinco, os 463 profissionais conseguem garantir que 1.500 pacientes sejam atendidos diariamente, de acordo com o director do HL. Carlos Zeca explicou que, entre eles, 950 passam pelos bancos de urgência e o restante nos serviços de consultas externas

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