Macon abre segunda rota internacional em Kinshasa

O universo Macon começou, tenuemente, em Luanda, estendeu tentáculos por toda Angola e depois na capital namibiana. De Windhoek, opera para o extremo-nordeste no tridente fronteirço entre namíbia, Angola, Zâmbia e Botswana, nomeadamente na Faixa de Caprivi e Katima Mulilo. Hoje, é o dia do início da operação Kinhasa, partindo de Luanda e entrando pela fronteira congolesa do Lufu. Do lado angolano, Luvo. Quatro a cinco horas é o tempo médio estimado de viagem numa extensão de pouco mais de 300 quilómetros

A Tr a n sp or t adora angolana Macon que intervém no segmento de transporte de carga e pessoas dá hoje mais um passo para a sua internacionalização com a abertura, esta Quintafeira, da rota Luanda-Kinshasa (RDC), entrando pela fronteira do Luvo. Uma equipa do jornal OPAÍS percorreu de táxi na passada Terça-feira o referido trajecto, tendo constatado as condições de transitabilidade que os passageiros poderão encontrar na Vizinha República Democrática do Congo.

Em relação a este quesito, a transitabilidade é boa, mesmo nos primeiros 30 quilómetos ainda insertos na circunscrição administrativa do Luvo, que, na verdade, é uma das regiões menos atendidas com infra-estruturas importantes como estradas. No entanto, esta que será utilizada pela Macon encontrase num processo de terraplanagem, podendo ser asfaltada.

No fim destes 30 quilómetros, aproximadamente, deriva-se para uma outra em muito bom estado, se se considerar que a mesma sai do Porto de Matadi e nela circulam camiões de grande porte carregados de mercadoria. Há, naturalmente, alguns troços cujo asfalto não está em boas condições, mas somados todos eles não perfazem um quilómetro sequer.

Há também vestígios de que oportunamente alguns buracos serão cobertos com asfalto, pois já se vêem os habituais cortes no asfalto. O jovem Makazu, por sinal residente em Angola há mais de 15 anos que é usuário regular da frota Macon, serviu de cicerone durante toda a viagem respondendo as perguntas e sublinhando aspectos importantes a ter conta no domínio da segurança e da constituição das equipas de motoristas.

“Se vocês repararam, desde Kimpese até aqui não vimos polícia na estrada e conhecendo como conheço o meu país, acho que seria bom trabalharse com segurança”. O Makazu fez este reparo, porque parte da viagem foi feita de noite em zonas de grande relevo e vegetação cerrada, nalguns pontos. Outra sugestão que faz é fazerse o tráfego durante o período diurno para, como acrescentou, “se evitarem acidentes de viação, apesar de a estrada ser boa e ter a sinalização de pavimento e vertical”.

Custo, viagem e tramitação migratória

Trinta dólares é o valor cobrado a cada passageiro que sai do Luvo até Kinshasa em meios de transporte precários, sem qualquer conforto, além de que não há um tempo de partida, pois o chauffer só parte quando o carro tiver a lotação esgotada. Viajando a uma média de 100- 120 quilómetros, o chauffer que também fez muitas paragens quando abordado pelos polícias nalgumas esquinas levou sete horas no máximo para cumprir a jornada de pouco mais de 300 quilómetros. Outro aspecto delicado é a relação que a Polícia congolesa de migração terá com os angolanos que pretenderem entrar neste território, posto que cobram USD 60 por cada visto de entrada e mais…na saída deixará outros USD20. Parece hilariante, mas é a limpa das verdades constatadas no local.

Ainda não são conhecidos os termos do acordo de exploração da rota no que diz respeito à facilitação do serviço de concessão de passes de travessia ou outros documentos de migração para entrada na República Democrática do Congo, entre as autoridades deste país e a Macon Transporte. Hoje, poder-se-á tornar claro como serão feitas as coisas. A expressão de contentamento pelo Makazu foi nos termos “Para mim, a abertura da rota Luvo- Kinhasa será benéfica para todos, mas acho que o meu país sairá a ganhar mais”, disse o jovem, ele que, à chegada, foi recebido com muita alegria por uma velhinha que mesmo vergada pelo evidente avançado da idade, manifestou-se eufórica ao avistá-lo no bairro Bongo, onde reside com a sua família nuclear. Bem, as suas justificações dadas acima podem não ser lei inviolável, mas que os irmãos do Congo são pelo negócio e viagens, nisso ele tem razão. A manifestação deste contentamento, entretanto, terá sequência só e se as autoridades migratórias fizerem o seu papel da maneira correcta, para estimular negócios e viagens turísticas que os dois lados (Angola e RDC) têem muito para oferecer.

Aos angolanos desejosos de tomar uma Primus na “Boulevard 30 Juin”, está aberto o caminho de maneira mais facilitada para Kinshasa… Na verdade, esta é tão só, nos planos da Macon, a segunda rota internacional a que se seguirão outras como a que ligará o Congo-Brazzaville a partir de Cabinda e outras em países da região Austral, onde tenciona afirmar-se como o grande conector rodoviário impulsionador do turismo e dos negócios em nome do bem-estar comum.

Outras incidências sobre as finanças do cidadão

Na fronteira do Luvo os cidadãos que queiram viajar para a RDC começar por efectuar o gasto equivalente em Kwanzas a USD 10 para tirar quatro fotografias tipo passe. Se já as tiver melhor. Depois segue para o SMe, entrega uma fotografia e desembolsa o mesmo valor tratar de um documento a ser apresentado na parte vizinha. Quando pensar que está tudo terminado do lado angolano, ainda terá de remeter este papel para registo na Polícia de Protecção de Fronteiras para efeitos de registo, pagar mais USD 100 e então seguir para o outro lado.

Aqui paga-se o visto no valor de USD 60, 10 dólares caso não tenha o cartão de vacina, mas seguramente não administram a vacina contra a febre-amarela. não se sabe ainda como será quando começar a operação da Macon, mas naqueles táxis congoleses, além de pagar os USD 30 de passagem, numa taberna onde se posicionam algumas, há um controlo à saída do Luvo, onde o passageiro tem de mostrar o documento de permissão de estadia no Congo, o certificado de vacinas internacional e pagar o equivalente a 5 USD. Curioso, curioso mesmo é que estas arrecadações são guardadas nos bolsos dos agentes tanto de um como do outro lado da fronteira

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