Solidariedade Malanjina

Existe uma verdade que todos os dias vale a pena repetir: A Liga da Velha Guarda de Malanje(Livegum), é pioneira, uma das mais pujantes Instituições Filantrópicas que nos últimos 30 anos soube e conseguiu fazer do bem, do amor, da irmandade e da fraternidade, a bandeira da malanjinidade. As peripécias da caminhada não foram poucas, as adversidades dos contextos nada fáceis de gerir, valeu o embalo, a determinação e a força de vencer de cada um dos seus membros, alguns já não fazendo parte do mundo dos vivos e, outros tantos, com a sua juventude, fazem a organização rejuvenescer e acontecer. Hoje, três dezenas de anos depois, a Livegum segue de pé, firme, atendendo e respondendo pontualmente aos múltiplos apelos dos 14 municípios da província. Os seus membros e amigos sutestam a sua razão de ser. Com o pouco ou o possível que consegue, sobrevive, se retempera, todos os dias renova a sua prontidão para fazer mais e melhor. Embora não sendo uma Instituição de Utilidade Pública que, por direito e realizações já o merecia, a Liga da Velha Guarda de Malanje faz a sua história, faz a sua estrada, não perde tempo, sabe estabelecer dinâmicas e responder sempre e quando necessário, construindo pontes e criando espaços, num abraço constante entre a cidade e o campo. É assim a Velha Guarda de Malanje, uma escola de valores que abre horizontes, descobre soluções, vence monotonias na insignifi cância do dia a dia, estima e faz da vida partilhada a alegria com sentido novo, sem distância, muito menos indiferença. O 11 de Setembro, é dia de aniversário, 30 anos depois, tudo tem a mesma cor, o mesmo destino, o mesmo objectivo, os de lá e cá, todos quantos se identifi cam com a causa, olhares de perto ou de longe, o reencontro entre velhas e novas gerações. E, desde Pungo Andongo à Baixa de Kassanje, de Kalandula aos Rápidos do Kuanza, da Fonte dos Amores às Quedas de Musseleje, se ouvem os sons da marimba, as pancadas do batuque, que revigora, faz marchar, abre porta, faz seguir a Livegum sempre em frente. Entre nós, ninguém vacila, ninguém aparenta dor ou cansaço, o dia ou a circunstância não o permitem, os sacrifícios discretos ou escondidos pouco ou nada pesam, é como o símbolo de uma liga que abraça e avança porque sabe o seu lugar, a sua missão, o seu quotidiano, o seu ponto de partida e de chegada.

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