Associação quer apoios para inserção de cegos no mercado de trabalho

A Associação Nacional de Cegos e Amblíopes de Angola (ANCAA) quer apoios do Executivo para a construção de escolas especiais e na admissão dos seus associados nos concursos públicos a serem realizados no país

A preocupação foi manifestada ontem, Sextafeira, 6, em Malanje, pelo presidente da referida associação, Venceslau Muginga Francisco, realçando ser imperioso que o Executivo trace políticas de inclusão social dos deficientes visuais, para que estes possam melhorar a sua qualidade de vida.

O responsável referiu ser também necessária a criação de um novo modelo de vida para que a pessoa com deficiência visual passe a ser visto como alguém com direitos e deveres, que pode viver de forma independente e autónoma numa sociedade livre de quaisquer tipos de discriminação. Por outro lado, Venceslau Muginga Francisco disse que a discriminação a que ainda são alvo os cegos requer a realização de um trabalho amplo e aturado da ANCAA e do Estado, de mobilização e sensibilização nas famílias e nas escolas sobre a necessidade de convivência mútua com as pessoas portadoras da cegueira.

Entretanto, disse ser lamentável o elevado número de pessoas a cegarem no país, por isso torna-se necessário o Executivo tomar consciência e responsabilidade sobre a situação, bem como apurar e combater as causas da mesma, uma das quais é a má assistência médica e medicamentosa associada as negligências médicas. Esclareceu que a associação tem prestado alfabetização em braille, entrega de ferramentas para locomoção, assistência sanitária e consultas de oftalmológica.

Anunciou a abertura brevemente de uma sede da associação dos amblíopes e cegos de Angola na província do Bié. O presidente da ANCAA terminou ontem uma visita de três dias a Malanje, que visou auscultar as preocupações dos associados, apresentar os projectos da agremiação e abordar com as autoridades locais a situação actual dos associados e busca de apoios.

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