Coreia reafirma apoio ao programa de Governo de João Lourenço

O embaixador da República Popular Democrática da Coreia em Angola, Jo Pyong Chol, reconheceu os esforços que têm sido empreendidos pela nova governação de Angola para a estabilidade política e económica do país

O diploma coreano expressou este voto no encontro das celebrações da fundação do seu país, tendo, por isso, reiterado a vontade de puderem continuar apoiar o programa do Governo liderando pelo Presidente João Lourenço, sobretudo no incremento do sector produtivo. Chol enalteceu também o programa de combate à corrupção em curso no país, sobretudo no domínio da transparência e boa governação, podendo emprestar uma outra imagem para atrair o investimento privado.

Em relação ao processo de diversificação económica, o diplomata diz estar a acompanhar com alguma atenção, tendo sublinhado alguns avanços nos domínios das políticas públicas e de regulação que visam estimular o sector empresarial e também atrair ao investimento privado. “Estamos a acompanhar com muita atenção e apoiamos inteiramente os esforços activos e os êxitos brilhantes logrados pelo Executivo do Governo sob liderança de João Lourenço”, referiu. Para ele, o actual clima de estabilidade e maior abertura está a ser encarado por várias potências mundiais como motivo para alargar a cooperação nos diversos domínios, e a Coreia não é uma excepção.

Jo Chol adiantou existir forte interesse de alargar a cooperação com Angola, mas colocou no centro das prioridades o sector tecnológico, em que está prevista a transmissão do “Now how” daquele gigante da Ásia. “Não basta dinheiro; o conhecimento é o maior activo”, sublinhou, para quem a cooperação no sector produtivo com vista a garantir a sustentabilidade do sector económico também faz parte da lista de prioridades. Entretanto, uma outra área em que a República da Coreia pretende apostar em Angola é a parlamentar. Esta vontade ficou patensados pelo Ministério Público dos crimes de burla por defraudação, peculato, associação criminosa, tráfico de influência e branqueamento de capitais em Setembro do ano passado. Depois de ter ficado detido preventivamente, a libertação de “Zenu” dos Santos aconteceu depois de o empresário suíço- angolano Jean-Claude Bastos de Morais, responsável das empresas do Grupo Quantum Global, ter sido posto em liberdade.

Detido igualmente em prisão preventiva em Setembro do ano passado, Jean-Claude Bastos de Morais era acusado da prática dos crimes de associação criminosa, recebimento indevido de vantagem, corrupção e participação económica em negócios te aquando de uma visita ao país do vice-presidente do Parlamento da Coreia do Norte, Lee Juyong, em que propôs o reforço da cooperação com o Parlamento angolano, para o desenvolvimento económico e social dos dois países. Lee Juyong, naquela ocasião indicou que “pode ser assinado um memorando de entendimento entre o Governo de Angola e o da Coreia”. Lee Juyong disse que o Governo da Coreia reconhece que África tem um grande potencial e, por isso, desde 2013, criou um grupo de 80 deputados da Assembleia Nacional da Coreia para fazer um estudo sobre o continente. Este ano, acrescentou, o Parlamento da Coreia criou um fórum da diplomacia parlamentar para o continente africano e, por isso, decidiu escolher Angola como o primeiro país a visitar.

O parlamentar garantiu que a DR O antigo presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola (FSDA), José Filomeno “Zenu” dos Santos, começa a ser julgado no dia 25 deste mês, na Câmara Criminal do Tribunal Supremo, em Luanda. Segundo uma nota de imprensa do Tribunal Supremo, no mesmo processo do filho do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, vão ser também julgados o ex-governador do Banco Nacional de Angola (BNA) Walter Filipe, Jorge Gaudens Pontes Sebastião e António Samalia Bule Manuel. Todos os arguidos estão a ser acusados pelos crimes de branqueamento de capitais e peculato. José Filomeno dos Santos e Valter Filipe foram formalmente acu- Coreia dá “grande importância a Angola” e considera um país forte no continente africano. “Angola tem um grande potencial para desenvolver e crescer futuramente”, disse. As relações entre os dois países datam desde a Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975. As partes cooperam nos domínios da saúde, construção e formação tecnológica

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