Anna Joyce “aquece motores” para abrir a III temporada do projecto Duetos N’Avenida

Por:Antónia Gonçalo

A cantora Anna Joyce, que abre na Casa 70 a terceira temporada do Duetos N’Avenida com Konde Martins, no dia 27 de Setembro, vive o entusiasmo por ter sido convidada pela Zona Jovem Produções para um projecto com trajectória de grandes shows. Fã de Konde, ela conhece todo o repertório do colega e está anciosa por cantar a canção “Kátia”, durante o concerto: “Adoro essa música! A letra é um pouco polémica, tem uma melodia linda e foi cantada com alma. É a minha cara!”. A seguir os melhores trechos de uma entrevista exclusiva a O PAÍS.

Como tem sido a sua experiência no mercado da música? Pensou duas vezes antes de colocar o pé nesse universo?

Sim, pensei muitas vezes. Já entrei para a música com a minha família constituída, então tive que ponderar muita coisa. Não foi uma decisão tomada de ânimo leve.

Por conta de ter sido “descoberta” por Anselmo Ralph, considerado dos mais destacados músicos da nossa praça, alguma vez se sentiu pressionada ou debaixo da sombra do cantor?

Sim, várias vezes. Sempre que se falasse de mim, associavamme ao Anselmo, e levou algum tempo até eu conquistar a minha individualidade e identidade musical.

Em várias declarações públicas, Anna deixa claro que se não fosse cantora seria uma dona de casa. Tem conseguido conciliar a casa com e s s a paixão com a música?

Sim, mas não é nada fácil. A estrada da música tem uma dinâmica peculiar. Nem sempre os horários são precisos, correctos, nem sempre conseguimos organizar as coisas com antecedência. É necessário muito jogo de cintura. Mas tem corrido bem.

Vivemos o momento de libertação feminina! Como vê a consdição da mulher poe hoje poder escolher o que quiser ser?

Acho óptimo que a mulher tenha escolha de ser o que quiser e quem quiser ser. A liberdade é fundamental para a vida de qualquer ser humano. E a mulher, com todas as características próprias que lhe assistem, precisa dessa liberdade para explorar a sua criatividade, que durante séculos esteve meio que adormecida. Só agora nós começamos a nos descobrir e tem sido lindo!

Nas suas músicas, as relações amorosas têm quase sempre destaque! Considera-se uma mulher apaixonada? Quais são as suas paixões? Muito apaixonada pela vida em si e pela minha família. Todo o resto é extra.

Como recebeu o convite para fazer parte da terceira temporada do Duetos N´Avenida? Qual a sensação de ser cabeça de cartaz e abrir a sequência de shows?

Foi com muito prazer, afinal cantar é o que eu gosto de fazer. Sinto alguma responsabilidade em fazer bonito, muito por causa dos colegas que já estiveram no palco dos Duetos e pelos que ainda vão estar também. Isso de abrir ou fechar, para mim, é irrelevante. O mais importante é servir as pessoas com boa música , diversão e fazer suscitar emoções ao ouvirem-me. É nisso que penso quando estou em palco.

Qual a sua opinião sobre o conceito do projecto Duetos N’Avenida?

O conceito é diferente, e só isso já o torna especial. É uma oportunidade, não só de cantar com alguém, mas de conhecermos um pouco mais uma pessoa que trabalha no mesmo meio que nós. Com esse conhecimento vem o respeito e a admiração. É importante isso entre os artistas. E o Duetos tem proporcionado isso. Este projecto está de parabéns!

A Anna conhece as músicas do Konde? Já esteve com ele em palco alguma vez? Conheço todas as músicas que farão parte do show. Então já é mais fácil para mim. Já estive como convidada num show dele, mas nunca cantamos juntos. Vai ser a primeira vez.

Qual a música do Konde que a Anna não pode deixar de cantar?

“Katia”, porque adoro essa música! É das canções do Konde que mais se parece com as músicas que eu faço. A letra é um pouco polémica, tem uma melodia linda e foi cantada com alma. É a minha cara! (risos).

No dueto de Ary e Kyaku, foi feita uma homenagem para Anna pela música “Destino”. No momento em que esteve em palco, deu para perceber a energia do Duetos N´Avenida? Como se sentiu?

Deu, sim, para sentir a força desse projecto. O público foi super carinhoso e o momento foi inesperado. Foi das melhores coisas que já me aconteceu enquanto cantora.

É a única voz feminina na final do “Top dos mais Queridos” e com uma composição sua. Até que ponto isso é gratificante?

É muito gratificante para mim enquanto cantora, compositora e mulher. É um orgulho estar nomeada. Mas não posso deixar de lamentar o facto de haver apenas uma mulher. Queria ter mais senhoras ao meu lado. Não podemos continuar a ser minoria num país onde somos a maioria.

O que nos reserva Anna Joyce depois do sucesso “Destino”?

Depois do “Destino” vem muito mais. Aguardem!

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