Peixe fresco

A venda de peixe fresco na Ilha de Luanda vai deixar de ser feita em bancas improvisadas e sem as condições ideais de higiene, assegurou neste Sábado a ministra das Pescas e do Mar, Maria Antónia Baptista. Olha que boa ideia, apesar de não ser uma descoberta de Arquimedes. Se a ministra conseguir que os angolanos passem a comer peixe “limpo” ficará na história como uma das maiores benfeitoras para a saúde dos cidadãos. A forma como o peixe é vendido em Luanda é simplesmente inadmissível. Exposto ao chumbo dos tubos de escape dos automóveis, ao sol, sob gelo de água duvidosa, quando há gelo, e tratado por mãos que seguram tudo. Quando se compra peixe compra-se também doença. Entretanto, isto não significa que se deva combater as peixeiras zungueiras e o seu refrão nos bairros, deve-se antes disso diposnibilizarse- lhes equipamentos, como caixas frigoríficas, ou térmicas e informação. Talvez este seja um camnho mais curto e eficaz do que sonhar com os mercados do peixe anunciados, quando sabemos que o país não tem electricidade fiável. Sem electricidade, sem frio, não há como manter peixarias a funcionar decentemente e proporcionar bons preços. Esta é a maka, senhora ministra, comece devagarinho e com pequenos passos, comece por trabalhar com as pessoas, o resto será dinheiro malgasto outra vez. E olhe que ainda ontem houve um corte geral de electricidade no sistema Norte. É assim o nosso país, fazer o quê?

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