Activista questiona ‘transparência’ da governação de Joana Lina

O líder do auto intitulado Movimento Revolucionário angolano (MRA) no Huambo, Bento Chiamba Chipando, manifestou a sua preocupaçao em relação à forma “fechada” como a actual governadora dirige aquela província. O activista, em exclusivo a este jornal, pediu mais diálogo à governação do Huambo na busca de soluções para os mais variados problemas. “Gostariamos que fosse mais dialogante e aberta, pois está a governar para todos e não somente para os membros do seu partido, como tem deixado a transparecer”, referiu, tendo reiterado a necessidade de uma governaçao participativa a luz do Estado de Direito e Democrático. Quanto aos casos de nepotismo e tráfico de influências, diz ter registado algumas melhorias, se comparados com a antiga governação de Joao Baptista Kussumua. “Tivemos uma grande hecatombe no que diz respeito ao nepotismo com a liderança do ex-governador, mas conseguiu-se dar a volta à situação”, disse. Em relação aos problemas que afligem a juventude, aconselhou optar por uma auscultaçao pública para a sua identificaçao e consequentes vias para solucioná-los. Acrescenta a fonte que “o Governo deve não só apontar o dedo à juventude pela prostituição ou delinquência, mas traçar políticas de integração dos mesmos”. Este Movimento Revolucionario tem-se batido ao nível desta região em prol de questões sociais e dos direitos humanos, tendo realizado a sua primeira manifestação em Dezembro último a exigir os 500 mil empregos prometidos pelo MPLA durante a campanha eleitoral.

Problemas candentes

Bento Chipando referiu que os principais problemas que afectam a província do Huambo dizem respeito à falta de energia eléctrica, saneamento básico e desemprego, que tem sido apontado como base do elevado indice de criminalidade. Face a isto, enquanto membros da sociedade civil organizada, disse que têm levado a cabo acções de formação, com destaque para palestras de sensibilização com vista a ajudar a juventude na refelexão. “Acreditamos que o índice da prostituição e a delinquência é fruto do desemprego, porque a juventude não tem ocupação”, avançou o activista.

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