Carta do eleitor :Cobrança de água no Kilamba “à la vue de nez”

Samundambi Satato
Centralidade do Kilamba

 

Caro director. Antes de mais nada, gostaria de endereçar as cordiais saudações. escrevo estas breves linhas para o jornal, no sentido de poder apresentar algumas reclamações sobre alguns serviços prestados pelo estado na centralidade do Kilamba. É inconcebível, com o custo de vida que sobe dia após dia, admitir que a ePAL cobre aos moradores valores aleatórios, sem no mínimo levarem em conta aquilo que foi consumido. Por que é que um apartamento onde não vive ninguém após 7 meses surge uma factura de 100 mil kwanzas? isto não tem outro nome meus senhores, senão autêntica roubalheira dessa gente. Ao invés de estarem a aguçar os seus apetites em cobrar dinheiro de quantidade de água que os moradores não consumiram, deviam começar por pensar na instalação de contadores. Não só por uma questão de transparência e justiça, mas também para melhor gestão dos recursos hídricos disponíveis. Mas como isso não interessa, sob pena de acabar com a negociata, niguém quer ouvir falar disso. O que mais espanta é que depois de feita uma reclamação, a conta baixa, tal como aconteceu o mês passado comigo. Signifi ca dizer que ali os preços são atribuídos “à la vue de nez”. Outra questão, na senda destes serviços prestados pelo estado aos inquilos da centralidade do Kilamba, está relacionado com o Fundo de Fomento Habitacional (FFH). desconta uma taxa de quase 10 mil, do salário da renda resolúvel, mas não se sabe bem o que fazem com esse dinheiro para o bem do condomínio. Alguns anos assumiam os serviços de limpeza e manutenção dos elevadores, mas ultimamente apenas fi caram as empresas de limpeza a fazerem de contas. Um trabalho de higiene dos edifícios defi citário, dada a idoneidade e compadrio na contratação das mesmas empresas. Os técnicos contratados pelo FFH, que já não estão a prestar serviços, deixaram todos os elevadores de cargas parados e sabotaram as placas principais. Resultado: os moradores, para além de pagarem a taxa de condomínio nas suas coordenações, descontos do FFH, ainda têm que contribuir para a manutenção e concerto dos elevadores, cujo preço practicado pelos chineses da CiTiC custam “os olhos da cara”. É tudo uma roubalheira, que gostaríamos que a Administração, ou mesmo a actual direcção do FFH pudesse analisar em profundidade esta questão. Corrigir o que esta mal, não é isso que vocês andam ali a fazer contra o povo

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