A oração penitencial de Hélder Cruz (Maneda)

Por:Sebastião Félix

O presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Hélder Cruz, depois do fracasso da Selecção Nacional no Mundial que ainda decorre na China, antes de se justifi car publicamente, devia evocar a seguinte oração “confesso a Deus, o todo o poderoso, e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, actos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa (…)”, já que esta foi a pior campanha angolana de todos os tempos. No plano técnico e administrativo, a FAB esqueceu-se que a roda já foi inventada faz tempo, por isso ingnora os modelos de gestão desportiva. O vídeo de Yannick Moreira, que circula nas redes sociais demonstra, claramente, que a Selecção Nacional chegou ao palco da competição sem objectivos.

Por esta razão, o grupo passou ao lado da festa da bola ao cesto em solo chinês, aliás, em breves palavras os atletas concluíram o mesmo. Era impossível pedir muito aos bravos rapazes, logo, o único triunfo frente às Filipinas (84-81) foi somente para inglês ver e boi dormir. A ausência de políticas e programas fi áveis à modalidade vai acelerar a derrapagem do basquetebol angolano. A Nigéria, uma selecção que sempre rivalizou com Angola, está a dar cartas fora do continente, como é evidente, conseguiu apuramento directo para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, no Japão. Mesmo não havendo dinheiro como antes, nota-se uma ausência de liderança estratégica por parte do presidente de direcção, Hélder Cruz. Isso resultou também no fracasso de Angola no Afrobasket 2017 realizado na Tunísia. Com perfil das justificações ou não, o elenco da FAB não deve concorrer para o ciclo olímpico 2020/2024.

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