Angola quer investimentos do Dubai

O ministro angolano dos Recursos Mineiras e Petróleos, Diamantino Azevedo, apelou Terça-feira aos investidores do Dubai a colocarem Angola na lista de prioridades de investimento no sector da mineração em África

Contamos com os vossos investimentos e com a vasta experiência e competências para transformar os objectivos traçados em realidade tangível”, convidou Diamantino Azevedo na abertura do 2º roadshow sobre promoção de cinco concessões mineiras em licitação. De acordo com o governante, Angola está à busca de investidores internacionais que aportem à economia com capital financeiro, tecnologia avançada e know-how. Com esta aposta, de acordo com o governante, o Executivo quer edificar em Angola uma economia baseada num crescimento “forte” e sustentado. Dirigindo-se para mais de 70 investidores, falou das reformas em curso no país, com destaque para a Lei do Investimento Privado, no quadro da melhoria do ambiente de negócios e a atracção de capital externo.

A aprovação do Código Mineiro, que regula as actividades geológicas e mineiras e a regulamentação do regime fiscal para a indústria mineira, entre outros passos dados, são, segundo Diamantino Azevedo, reflectidos na posição privilegiada de investimento directo estrangeiro na sub-região da África Austral. Ainda sobre o sector dos recursos minerais sólidos, o governante destacou a aprovação de uma política de comercialização de diamantes e estudos sobre a criação de uma Agência de Recursos Minerais que será a concessionária para os diamantes e outros recursos minérios.

A institucionalização de uma bolsa de diamantes, para formatar a realidade com as melhores práticas realizadas com sucesso no mundo, é outra aposta do sector. Aos investidores presentes foram ainda transmitidas informações sobre a privatização parcial da empresa de diamantes “ENDIAMA”, cujo capital estará disponível na bolsa de valores. Com a sua privatização parcial, a Endiama passa a dedicar- se exclusivamente ao seu objecto social, que é a exploração mineira, concorrendo em igualdade de circunstâncias com os demais operadores. A conclusão do Plano Nacional de Geologia (Planegeo), que efectua o levantamento geológico-mineiro de todo o país, foi outra informação transmitida aos investidores.

“Contamos com os vossos investimentos e com a vasta experiência e competências, apelando e convidando-vos a colocar Angola na vossa lista de prioridades ao investir na mineração em África, para transformar os objectivos traçados em realidade tangível”, convidou Dimantino Azevedo. Depois do Dubai, o próximo evento será em Beijing, no dia 16 de Setembro, seguindo-se Londres, enquanto o último roadshow será em Nova Iorque, no dia 30 de Setembro. A primeira apresentação técnica das concessões mineiras foi feita a 27 de Agosto último.

A iniciativa resulta da intenção de colocar em concurso cinco concessões mineiras, sendo duas de diamantes nas províncias angolanas da Lunda- Norte (Camafuca-Camazambo), e Lunda-Sul (Tchitengo), uma de ferro (Kassala Kitungo), na província do Cuanza-Norte, e duas de fosfatos nas províncias de Cabinda (Cácata), e Zaire (Lucunga). Estudos feitos entre os anos 1960 e 70, na região de Kassala Kitungo, Cuanza-Norte, indicavam a existência de reservas de ferro estimadas em 600 milhões de toneladas.

error: Content is protected !!