Biblioteca Móvel promove momentos de lazer a crianças e jovens no país

O projecto denominado “Biblioteca Móvel”, criada em Julho deste ano pela Associação VPA Vinte Vinte, tem permitido que jovens e crianças em Luanda, Benguela, Namibe e Lubango efectuem leitura de obras académicas e literárias de diversos autores

Por:Antónia Gonçalo

As actividades são realizadas nos finais de semana, sendo desenvolvidas no distrito urbano da Ingombota, nas zonas onde operam, em Viana, especificamente no Grafanil, Mulenvos, Capalanca, assim como no Benfica. Através de uma mota do tipo triciclo, vulgo Kupapata ou Caleluia. Os livros são levados até ao público-alvo, proporcionando- lhes assim momentos de lazer em busca do conhecimento.

Os jovens e crianças que se interessam pelo projecto são orientados por jovens bibliotecários que contam histórias e dão explicações em relação aos livros presentes na “livraria”, composta por vários géneros, literários e académicos, que são doados por entidades públicas, privadas e pessoas singulares. O projecto actualmente tem a sua sede no distrito do Benfica, onde há uma biblioteca comunitária.

Os trabalhos continuam este mês e serão desenvolvidos nas áreas já mencionadas e em algumas ainda não visitadas, como o Bairro Popular, no distrito urbano do Kilamba Kiaxi e no município do Cazenga. Em conversa com OPAÍS, a presidente da Associação VPA Vinte Vinte, Tchissola Mosquito, avançou que a biblioteca integra a referida associação através dos clubes de leitura, pois, disponibiliza os bibliotecários para a realização das actividades. “É difícil levar as crianças dos bairros onde trabalhamos. Foi assim que pensamos em criar alguma coisa que nos pudesse ajudar no trabalho que já temos feito com elas, que permitisse ir ao seu encontro. Queremos estar na cidade, mas sobretudo na periferia. O município de Viana é uma prioridade. É um programa que vai ser contínuo”, explanou.

VPA Vinte Vinte

A associação sem fins lucrativos, com este projecto tem como foco o desenvolvimento intelectual dos jovens e crianças nas comunidades. Para além dos clubes de leitura, a biblioteca móvel é implementada nas escolas das províncias mencionadas anteriormente, com excepção das províncias do Namibe e Huíla. Para além das duas províncias localizadas no Sul do país, pretendem no próximo ano expandir-se no Norte de Angola. O projecto foi criado especificamente para ser realizado a nível das periferias, por terem observado a inexistência de iniciativas do género. Em Benguela, arranca igualmente uma no mês em curso. Tchissola Mosquito disse que o facto de estarmos a entrar na Estação das Chuvas não representa qualquer obstáculo para a sua implementação. “É a nossa primeira experiência. Sabemos que estamos na época chuvosa, mas mesmo assim vamos chegar à periferia. Nunca deixamos de ir por causa das chuvas. Agora, temos um veículo, é completamente fechado e vai ajudar nessas situações. Conhecemos a nossa realidade e queremos lidar com isso”, enfatizou,

Outros desafios

A presidente da associação referiu que entre outros desafios da agremiação passam por tornar a biblioteca comunitária num espaço para estudos e debates que possa proporcionar conhecimento aos jovens. O projecto, de carácter nacional, inclui cerca de 300 membros. A responsável referiu que, quanto mais longe conseguir ir, melhor para o plano, mas com o objectivo de crescer de forma sustentável e de maneira a acompanhar os jovens que fazem parte desta iniciativa. “Não nos interessa muito termos um projecto bonito, se as pessoas não se interessarem”, apontou

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