MPLA minimiza acusações da UniTA sobre a seca no Sul do país

Por:Norberto Sateco

MPLA, partido no poder, desqualificou as acusações feitas pela UNITA, maior partido na Oposição, contra o Executivo, de alegadamente excluir das suas prioridades as províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango. A informação foi avançada ontem, em Luanda, pela sua vice-presidente, Luísa Damião, na abertura das actividades que marcam o Dia do Herói Nacional, que se assinala a 17 de Setembro, em homenagem ao aniversário natalício do fundador da Nação, António Agostinho Neto, nascido em 1922. Luísa Damião reagia às declarações do líder da UNITA, Isaías Samakuva, tecidas esta Segunda-feira, 9, na cidade do Lubango (Huíla), na abertura das VIII Jornadas do Grupo Parlamentar da UNITA que decorrem de 9 a 14 deste mês.

A vice-presidente do MPLA informou à imprensa existir um programa sólido de intervenção nas zonas assoladas pela seca, cujas orientações foram baixadas pelo Presidente da República, João Lourenço, aquando da sua visita em meados de Maio ao Lubango. “Estamos preocupados com a seca, com programas sérios e não com promessas”, sublinhou, sem mais avançar pormenores sobre o assunto, que, nos últimos tempos tem sido motivo de vários debates nos círculos sociais e políticos. Na semana passada, a ministra do Ambiente do “Governo sombra da UNITA”, Elsa Santos, considerou a contenção dos efeitos nefastos da seca severa no Sul do país como falta “de vontade política de quem governa”.

Homenagens a neto

No que tange as comemorações do Dia do Herói Nacional, o MPLA abriu ontem as jornadas políticas com a deposição de fl ores no sarcófago do primeiro Presidente de Angola, falecido a 10 de Setembro, por doença, em Moscovo, capital da Rússia. Intervindo no acto, Luísa Damião ressaltou a necessidade de se continuar a perpectuar os ensinamentos de Agostinho Neto, nas suas várias dimensões (política, cultural, social e económica). “Devemos homenageá-lo todos os dias, mas com bons hábitos, como o combate às más práticas”, afi rmou, tendo recordado o legado deixado pelo primeiro Presidente e a responsabilidade da sua transmissão às novas gerações. “O MPLA considera que devemos continuar a divulgar a sua obra por ter vigências nos dias de hoje. Por outra, por inspirar para que tenhamos uma Angola mais inclusiva e democrática”, exortou. Acrescentou que o seu partido mantém a visão de governar com e para o povo, interiorizando as aspirações da maioria. As celebrações desta efeméride reservam ainda um leque de actividades, entre homenagens, palestras e conferências em torno da dimensão da fi gura e obra de Agostinho Neto, que se estivesse em vida completaria 97 anos.

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