O associativismo juvenil ajuda a resolver problemas comunitários e forma a próxima classe de políticos

Por:Tatiana Morais 

O associativismo juvenil é, sem sombra de dúvidas, um dos caminhos para a construção de uma sociedade forte, onde as pessoas comprometem-se com causas sociais e tudo fazem para garantir que sejam alcançados os resultados desejados. Deste modo, seguindo a máxima de que “juntos é possível”, mais do que resolver problemas comunitários reais, constrói-se o sentimento de pertença; de que é nosso e por isso somos todos responsáveis pela preservação de um determinado bem, seja ele tangível, como as infraestruturas públicas ou intangível, como a Paz e os valores da Democracia. O envolvimento de jovens em actividades associativas pode ser considerado como um processo importante na formação do civismo, convivência, democracia e colaboração na prossecução de objectivos comuns. Por exemplo, o facto de haver alternância na liderança das associações, bem como no braço juvenil das organizações partidárias, demonstra, desde cedo, nestes jovens, que são a futura classe política do país, uma grande capacidade de lidar com a diferença de opiniões e com o facto de que as posições ou cargos não são vitalícios. Um exemplo de como o jovem angolano está cada vez mais talhado para uma matriz política democrática é a regularidade em que ocorrem os congressos da maior organização juvenil do país, a JMPLA, que realizará nos dias 10, 11 e 12 de Outubro, no Centro de Conferência de Belas, o seu VIII Congresso Ordinário, um evento que contará com a presença de mais de dois mil Delegados, representantes das diferentes estruturas da organização a nível nacional, um Congresso que tem como objectivo aprofundar a democracia interna, permitindo as- O PAÍS Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019 31 sim a observância da liberdade de discussão de ideias, inovações e a eleição dos Órgãos e Organismos da JMPLA, em conformidade com os Estatutos e demais normas orientadoras assentes no processo de rejuvenescimento da organização. Com este exercício, constrói-se desde cedo, no seio da juventude, a cultura da colaboração no quadro de um ambiente democrático, onde todos participam e juntos resolvemos os problemas comuns. Com isso, sublinha-se, fi ca claro que o associativismo juvenil cumpre um papel preponderante na formação de adultos conscientes e responsáveis, pessoas comprometidas com o bem-estar do seu meio. E neste caso, das organizações político- partidárias, tem-se um papel determinante, sobretudo na formação da futura classe política.

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