Reformados da Polícia esperam por apoios do Governo

Os 40 oficiais comissários da Polícia Nacional passados recentemente à reforma apelaram ontem, em Luanda, aos seus antigos superiores hierárquicos e ao Presidente da República, João Lourenço, para que não se esqueçam deles na elaboração de políticas públicas

Por:Paulo Sérgio

comissário-chefe na reforma Victor Inaculo, dirigindo- se à plateia que acorreu ao auditório do Instituto Superior de Ciências Policiais “Osvaldo Serra Van-Dúnem”, fez uma incursão sobre os anseios de todos os reformados do país. Disse que auguram que lhes seja prestada uma especial atenção na sua ocupação quotidiana e um fluente apoio nas questões relacionadas com a saúde, habitação e o seu enquadramento noutro sectores da vida económica e social do país. Considerou o momento como sendo o fim de longos anos de luta, de persistência e de bravura na busca da paz e tranquilidade pública.

“Chegamos a este acto que marca a nossa travessia gloriosa de uma época de entrega total às tarefas de defesa da pátria para uma era de consolidação da paz e consolo das nossas famílias e da nossa participação activa nas tarefas da reconstrução nacional”, frisou. No entanto, descreveu a homenagem, presidida pelo ministro do Interior, Eugénio Laborinho, como um reconhecimento aos membros da corporação que, hoje na terceira idade, sempre estiveram imbuídos de “espírito voluntário e revolucionário para a defesa da pátria perante situações difíceis da luta de libertação nacional” e abraçaram essa causa.

Entre os 40 reformados constam dois comissários-gerais, designadamente, Armando Fernandes Vieira e Ambrósio de Lemos, 10 comissários-chefes, 17 comissários, 11 subcomissários da Polícia Nacional. Dos quais, o destaque recai para as subcomissárias, Luzia Fernandes Campos, Sandra Domingos Campos e Maria Domingos Trajano.

O Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, por seu turno, declarou que todos eles “deram tudo pela pátria, em defesa dos interesses do Estado, da paz, estabilidade social, ordem e segurança pública, integridade territorial, protecção da vida dos cidadãos, bem como outros actos heroicos”.

“Render da guarda” de Ambrósio de Lemos

Em declarações à imprensa, Ambrósio de Lemos disse saírem com o sentimento de dever cumprido, por deixarem a Polícia bastante evoluída, ao ponto de não Amuito às suas congéneres da África Austral. Porém, com a esperança de que os quadros em formação poderão tornála uma Polícia mais científica, com capacidade técnica, tecnológica e com elevada intelectualidade dos efectivos. Apontou o cargo de Comandante Provincial de Luanda como sendo o que mais o marcou a mente ao longo dos 44 anos que serviu a corporação, por ser o primeiro que exerceu. “Deixou marcas porque era muito jovem e inexperiente na vida policial. De qualquer forma consegui levar avante aquilo que eram as minhas obrigações”, frisou.

A experiência adquirida nesse cargo, atendendo à forma como foi sendo elucidado sobre a forma como devia trabalhar, tornaram mais fácil o cumprimento das missões que lhe foram incumbidas a posterior. “Tivemos que ler muito e fazer cursos a fim de ultrapassar as nossas deficiências para cumprir com brio e entusiasmo as nossas obrigações”. Na qualidade de co-fundador da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos disse que criaram a corporação dentro das limitações que cada um dos participes tinha, bem como dos meios tecnológicos disponíveis na época.

Apela aos jovens que se encontram na corporação a se aplicarem no âmbito daquilo que é a dinâmica mundial. Em seu entender, caso não dominarem as novas tecnologias, o país não poderá contar com uma Polícia científica e dinâmica. Já a subcomissária Sandra Campos ressaltou que não foram fáceis os 44 anos que esteve ao serviço da corporação, mas conseguiu “enfrentar a batalha” que consistiu em permanente encontro com marginais

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