I edição da feira de Negócios e Municípios de Luanda acontece em Outubro

A decorrer entre os dias 23 e 27 do próximo mês de Outubro, a primeira edição da feira de Negócios e Municípios de Luanda (fEMUL) acontece em simultâneo com o I fórum Empresarial dos Municípios de Luanda e estima a participação de um total de 500 expositores dos nove municípios da província

Brenda Sambo

Sob lema “Desafio da agro-Logística no Escoamento da Produção Nacional” o evento vai decorrer no mercado do Benfica, no município de Belas, numa área de 30 mil metros quadrados, numa iniciativa do Ministério do Comércio em parceria com o Governo Provincial de Luanda e estima a participação de um total de 500 expositores dos nove municípios de Luanda.

Segundo o ministro do Comércio que falou ontem, em Luanda na conferência sobre o lançamento da FEMUL, a feira visa estimular e dinamizar o desenvolvimento do sector produtivo, promover a capacidade potencial e atrair novos parceiros para o país e a consequente criação de novas indústrias.

Luanda, sendo a província com grandes indústrias, superfícies comerciais e de serviços, além de dispor de mais infra-estruturas foi escolhida para acolher a I edição da Feira de Negócios e Municípios de Luanda. Referiu que a actual conjuntura económica, implica a realização de negócios maiores com menor valor investido. Neste contexto, as feiras de negócios servem de molas propulsoras para este objectivo.

“A feira vai permitir fomentar o agro-negócio no país e mostrar ao produtor rural a importância de se capacitar, com demonstrações das novas tecnologias da indústria de máquinas e equipamentos”, disse. O governante disse que iniciativas do género servem para promover produtos e serviços das diferentes empresas bem como estabelecer contactos directos com vários fornecedores.

Segundo o governante, a ideia principal, é proporcionar uma plataforma multidisciplinar onde os principais actores da economia e a população dos municípios se encontrem através de acções concretas, como reuniões de negócios, treinamento e exibição de bens e serviços. A I edição da FEMUL visa também impulsionar o sector produtivo local por meio de actividades que abrangem áreas chaves desde a promoção do comércio, energia, infra-estrutura, saneamento e treinamento profissional.

Com uma duração de cinco dias, vai contar com a participação de 500 expositores dos nove municípios, grandes empresas nacionais e estrangeiras, autoridades governamentais, provincial e municipal, associações empresariais, câmaras de comércio e indústria, diplomatas representantes de organizações internacionais, instituições financeiras e bancárias, assim como empreendedores.

Avançou ainda que o facto de se tratar de uma feira dos municípios, não é uma casualidade mas sim uma necessidade de acompanhar e dar corpo ao novo paradigma do Estado com politicas que vão desde a descentralização e as eleições autárquicas previstas para o próximo ano. “A Feira de Negócio e dos Municípios de Luanda é, pois, uma ferramenta para os municípios darem um passo em direcção a este objectivo, pois são o primeiro contacto do Estado com o cidadão”, precisou.

A feira será também uma grande oportunidade para os municípios promoverem o comércio e investimentos, logística e transporte, energia, parques industriais, infraestruturas, saneamento, ambiente, educação e cultura com intuito de obterem resultados positivos em termos de promoção de imagem, marcas e dos produtos, tecido empresarial, parcerias comerciais e captação de investimentos.

O responsável acredita ainda que a feira vai servir de oportunidade para contribuir na capacitação dos jovens, em matérias relacionadas com a gestão empresarial, particularmente das micro, pequenas e médias empresas.

Por sua vez, o governador de Luanda, Sérgio Rescova enalteceu a iniciativa e garantiu que as administrações locais, comunais e distritais darão todo o suporte para a realização do evento. Pra já, é de opinião que as feiras sejam uma montra para a exposição dos produtos produzidos localmente com vista a diversificação da economia nacional.

Subida dos preços dos produtos é resultado de especulações

O ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, garantiu que a subida dos preços de alguns bens decorre de vários factores, nomeadamente aproveitamento de especuladores, tendo admitido que não há escassez de produtos da cesta básica no país. O governante esclareceu que a especulação de alguns produtos da cesta básica no país “é uma realidade que deve ser encarada “com o proposito de tentar diminuir todas essas ocasiões que os nossos adversários utilizam para fazer subir o preço da cesta básica, numa altura em que de facto o poder de compra dos cidadãos não é o melhor”.

“De momento não há escassez de produtos da cesta básica. Uma coisa chama-se escassez e outra é a rotura. Também temos de ter em conta os prazos de abertura das cartas de crédito para os importadores, os prazos que são necessários para que essas mercadorias cheguem ao país e depois são distribuídas até aos respectivos pontos”, afirmou. Segundo o responsável, as três vias de entrada de mercadorias no país, pelos portos de Luanda, Lobito e Namibe, também concorrem, muitas vezes, para a distribuição tardia dos bens, referindo ser este também um dos factores que leva à entrada de especuladores.

“E todos esses factores contribuem um pouco, e, como sabem, os especuladores aproveitam todos esses passos e mal haja qualquer acção fora da previsibilidade, eles aproveitam e especulam imediatamente”, comentou. Um programa de reforço das inspecções às actividades comerciais “está já em curso”, pois, explicou, os especuladores estão atentos e caso haja uma escassez ou indício de alguma escassez, com certeza “aproveitam e nessa altura entram no mercado”.

 

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