Oportunidades para Angola no mercado digita

Actualmente mais de 19% da população angolana tem acesso à Internet. Mais de 5 milhões de habitantes têm smartphone activos. Destes, cerca de 3 milhões estão activamente no Facebook, mais de 380 mil no Instagram, 49 mil no Twitter e cerca de 40 mil no Linkedin. Estes dados foram apresentados durante o primeiro Expo Fórum de Marketing Digital e Vendas Online, realizado pela Ango Marketers nos dias 5, 6 e 7 do corrente no auditório do edifício Kilamba, em Luanda. O evento contou com a participação de um naipe de angolanos com provas dadas no mercado das vendas online e do Marketing Digital, com realce a Tupuca e a BayQi; bem como a participação de prestigiados profi ssionais portugueses ao nível do Marketing Digital, nomeadamente: Frederico Carvalho e Alexandre Santos. Só para ter uma ideia, “67% da população brasileira tem acesso à intenet”1, tendo facturado “R$ 26,4 bilhões em vendas online no primeiro semestre de 2019, obtendo um crescimento de 12%,” em relação ao período homólogo, “tendo ainda registado um aumento de 18% dos consumidores” 2 que compraram pela primeira vez em online. Portugal, em termos percentuais partilha o mesmo número, isto é, “67% da sua população tem acesso à internet. Já o Reino Unido desta, situa-se em 92%” (PAULA et al., 2019, p. 36). Durante o encontro fi cou patente que as empresas angolanas independentemente da sua natureza têm de “apostar nos meios digitais, seja com o objectivo de vender através de canais online, seja para trabalhar a comunicação de forma a infl uenciar as vendas no ponto de venda offl ine” (PAULA et al., 2019, p. 25). AMADEU CASSINDA * A venda online tem contribuindo cada vez mais para o aumento de rendimento de muitas empresas a nível mundial, criando novos postos de trabalho. Estes factos são infl uenciados sobretudo, pelo baixo custo de acesso à internet, da redução do índice da ignorância digital, bem como pela profi ssionalização do Marketing Digital. Face aos altos custos da publicidade nos media tradicionais cujos efeitos são quase que imensuráveis junto do público alvo, a aposta no Marketing Digital neste quesito proporciona vantagens assustadoras! Nesta perspectiva as organizações que pretendem posicionarse como referência nos segmentos que actuam precisam começar já a marcar as suas fronteiras no imaginário colectivo dos seus “stakeholders” por meio de uma comunicação estratégica consistente e interactiva para salvaguardar a fi delidade de seus clientes no mercado digital, por esta razão, é preciso investir no capital humano. Para os estudantes do curso de Comunicação Social e Marketing eis mais uma oportunidade para especialização para antecipar uma qualifi cação diferenciada no mercado de trabalho. Para as universidades importa adequar os planos curriculares a esta tendência que vai em pouco tempo dominar o mercado de trabalho em Angola. É só uma questão de pouco tempo. No fórum levantou-se ainda a questão de pagamento online que no mais das vezes é feito em moeda estrangeira que com a crise cambial tem sido um entrave para a expansão do mercado neste segmento. A EMIS, que participou igualmente no evento, destacou o “Multicaixa Express, um aplicativo interbancário de pagamentos mediante associação de vários cartões multicaixa ao número de telemóvel e que ambiciona vir a ser o mais importante veículo impulsionador da bancarização e da massifi cação dos pagamentos electrónicos”. Lamentei a ausência da imprensa no evento, na medida em que o Marketing Digital é a febre do momento no seio de jovens empreendedores e esclarecidos no mundo digital. O programa previa a presença de representante do Executivo, que não se fez representar. Será que a imprensa não apareceu por esta razão? Bem, contudo, vale recomendar às redacções a urgência em alinhar os critérios de noticiabilidade jornalísticos às actividades que os, supostamente, “sem nome” realizam, sobretudo, as alinhadas com as políticas do Executivo, na medida em que as mesmas se podem confi gurar como indicadores para avaliar o impacto do discurso do Governo na sociedade. Portanto, a literacia digital, o custo para o acesso à internet, o valor para aquisição de smartphone, computador, bem como a necessidade de soluções bancárias para a facilitação de pagamentos em online foram os desafi os mais destacados no primeiro Expo Fórum de Marketing Digital e Vendas Online.

error: Content is protected !!